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terça-feira, 13 DE janeiro DE 2026

Petrobras avalia reajuste de combustíveis, afirma Prates

reajuste
Prates explicou que, desde que a empresa mudou sua política de preços, ocorreram inúmeras oscilações do barril de petróleo do tipo Brent e do preço internacional do diesel - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O último reajuste anunciado pela Petrobras foi em 16 de agosto, com alta de 25,8% para o diesel e de 16,2% para a gasolina

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, disse nesta terça, 3, que a estatal está analisando se será necessário realizar um novo reajuste de preços dos combustíveis ainda neste ano, acrescentando que o mercado de petróleo vive hoje uma “tempestade perfeita” depois que a Rússia parou algumas refinarias e o diesel russo deixou de ser uma opção de importação. Segundo ele, passado o inverno no Hemisfério Norte talvez seja possível que os preços retornem para níveis menores

“Já fizemos um ajuste (de preços), e estamos agora analisando a possibilidade ou não de outro reajuste até o fim do ano. O que temos de concreto é que a nossa política de preços está funcionando”, afirmou ele, após cerimônia que marcou a comemoração dos 70 anos da companhia.

Prates explicou que, desde que a empresa mudou sua política de preços, abandonando a paridade com a importação (PPI), ocorreram inúmeras oscilações do barril de petróleo do tipo Brent (a referência usada pelo mercado brasileiro) e também do preço internacional do diesel.

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“O ‘crack’ (spread) do diesel disparou, refinarias da Rússia pararam de funcionar, tivemos enxugamento do diesel russo, que estava chegando e fazia um certo colchão de amortecimento (de preço) também. Estamos no mercado com uma espécie de tempestade perfeita que a gente tem de administrar, saber quanto tempo vai durar e quanto tempo temos de colchão para aguentar essa volatilidade.”

Reação negativa

A decisão de abandonar o modelo do PPI, que acompanhava as oscilações de preços no mercado internacional, foi criticada por economistas e especialistas do setor, segundo os quais a decisão pode provocar uma defasagem grande de preços e afetar a receita da Petrobras. O governo, por sua vez, afirma que a ideia é “abrasileirar” os preços dos combustíveis.

Ontem, o barril do petróleo WTI para novembro subiu 0,46% (US$ 0,41), a US$ 89,23 na New York Mercantile Exchange (Nymex), enquanto o do Brent para dezembro avançou 0,23% (US$ 0,21), a US$ 90,92, na Intercontinental Commodity Exchange (ICE).

“Tempo e porcentual estão sendo decididos. Se for necessário (um novo reajuste nas bombas de combustíveis), faremos, e vamos ver quando podemos, após o inverno do Hemisfério Norte, voltar ao patamar (de preços internacionais) anterior”, acrescentou o presidente da Petrobras.

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Ontem, a estatal aumentou em 5,3% o preço do querosene de aviação (QAV). Questionado sobre a situação dos outros combustíveis, como gasolina e diesel, Prates explicou que o QAV é administrado por contratos e tem reajuste mensal. “São contratos específicos”, informou.

O último reajuste da gasolina e do diesel anunciado pela Petrobras saiu em 16 de agosto, sendo uma alta de 25,8% para o diesel e de 16,2% para a gasolina.

Margem equatorial

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Rodolfo Saboia, afirmou ontem que a decisão sobre a exploração de petróleo na chamada Margem Equatorial é uma decisão de caráter estratégico para o País, pois a região seria a única nova fronteira com perspectiva de substituir a produção que vem hoje das áreas do pré-sal. Segundo ele, é necessário olhar para o futuro e encontrar formas de reverter o declínio inevitável que haverá na exploração do pré-sal.

“É importante termos em mente que essa é uma decisão de caráter estratégico muito relevante para o País, porque será, basicamente, a escolha entre continuar exportando aquele 1,5 milhão de barris por dia ou voltarmos a ser importadores de petróleo se nada fizermos. Não adianta imaginar uma transição energética em que seja possível parar de produzir petróleo.”

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Saboia participou de audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado. Tanto o Ministério do Meio Ambiente quanto o Ibama têm se colocado contra a exploração principalmente na Foz do Amazonas, por entender que haveria risco para o equilíbrio ambiental na área. Com informações de Agência Estado

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