“Pessoas de fé não podem ser intimidadas” declara Trump

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O presidente dos Estados Unidos Donald Trump assinou na última quinta-feira (04), uma ordem executiva durante a celebração do Dia Nacional da Oração, em Washington e destacou que a “a fé está profundamente enraizada na história do país”

A nova política pode significar duras perdas para a militância LGBT e também movimentos ateístas ou pró-abortos, que têm se lançado contra comunidades cristãs, nos EUA. A ordem também pode ser mais um passo em direção às organizações religiosas se posicionarem de forma mais firme em questões políticas.

“A fé está profundamente enraizada na história de nosso país, no espírito de nossa fundação e na alma de nossa nação”, disse Trump durante o encontro, realizado com com líderes religiosos e funcionários da Casa Branca.

O presidente declarou que seu governo seria “líder pelo exemplo” sobre a liberdade religiosa nos Estados Unidos.

Líderes religiosos oraram no Rose Garden, antes que Trump assinasse a ordem executiva.

Trump prometeu durante sua campanha eleitoral, que iria revogar a Emenda Johnson, que proíbe organizações isentas de impostos como igrejas, de estabelecerem um posicionamento político. Sua ordem executiva relaxa a aplicação de multa sobre a infração desta emenda. Enquanto a ordem executiva sinaliza uma promessa mantida, a revogação completa da emenda Johnson exigiria outras ações do Congresso.

A ordem executiva, chamada “Promovendo a Liberdade de Expressão e Liberdade Religiosa”, também dá o direito às empresas que se opõem a uma normativa do programa Obamacare sobre a contracepção em saúde. Isso se baseia no caso da rede de lojas ‘Hobby Lobby’ no Supremo Tribunal, em 2014.

A empresa se recusou a fornecer às suas funcionárias, pílulas contraceptivas, porque considerava que esta era uma violação da Lei de Restauração Liberdade Religiosa.

Em outros casos, profissionais como confeiteiros, fotógrafos e floristas cristãos foram condenados em tribunais norte-americanos por se recusarem a atender a encomendas ou prestarem serviçis para casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Estes profissionais alegaram que não gostariam de trabalhar em algo que ia contra os seus princípios de fé.

Grupos cristãos e conservadores dos Estados Unidos também celebraram a assinatura da ordem executiva.