Pessoas de diferentes religiões se despedem do pastor Oliveira

Casado há 42 anos com Alzira Bittencourt de Araújo (foto), Oliveira deixa três filhos: Raquel, Rebeca e Gunther, além de três netos

O velório do pastor Oliveira, na Primeira Igreja Batista de Vitória, que ele presidiu nos últimos 24 anos, e seu enterro, no cemitério Jardim da Paz, na Serra, reuniram familiares, muitos amigos e também autoridades. Ele enfrentava um câncer e teve infecção pulmonar.

Familiares, muitos amigos e autoridades se reuniram na manhã deste domingo (4) para se despedir do pastor Oliveira de Araújo, em um culto de gratidão pela vida do líder religioso. Ele enfrentava um câncer ha seis anos e morreu no final da manhã deste sábado (03), aos 69 anos, em Vitória.

“Ele foi um amigo de anos, autêntico no jeito de ser e bem humorado. Oliveira sempre enfrentou o período longo de enfermidade sem desistir. Um resiliente, que tinha capacidade de enfrentar dificuldades e retornar com o poder de Deus”, disse no culto o presidente da Convenção Batista Brasileira, pastor Roberto Silvado.

“Quem disser que não tem problema na vida conjugal está mentindo, mas conseguimos superar as dificuldades. Foi uma vida longa e agradeço a Deus pela oportunidade que me deu. Nós estamos extremamente impactados pela perda dele, voltar para casa sozinha é difícil, mas agradeço a Deus por tudo que ele fez por nós”, declarou a esposa Alzira.

Entre as muitas autoridades estavam o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, o prefeito de Vitória, Luciano Rezende, o ex-governador Renato Casagrande. O sepultamento foi às 14h30, no Cemitério Jardim da Paz, na Serra.

FAMÍLIA E MINISTÉRIO

Casado há 42 anos com Alzira Bittencourt de Araújo, Oliveira deixa três filhos: Raquel, Rebeca e Gunther, além de três netos.

O pastor Oliveira é uma das principais lideranças religiosas e sociais do Espírito Santo. Por 24 anos coordenou a Primeira Igreja Batista de Vitórias. Sempre respeitado por sua luta no combate à corrupção e ao crime organizado no Estado. Há dez anos, foi submetido a um transplante de pulmão.

Natural de Luz, em Minas Gerais, Oliveira de Araújo veio para o Estado em 1992. Ele deixou a liderança da Igreja no ano passado após anos de uma luta contínua contra problemas de saúde. “A igreja precisa de lideranças mais jovens. É preciso oxigenar”, disse, ao comentar sua saída da liderança.

LUTA CONTRA A DOENÇA

Em 2002 o pastor Oliveira descobriu que estava com fibrose pulmonar idiopática. Durante cinco anos permaneceu em tratamento. Em 2007 a doença parou de responder aos medicamentos, e ele passou a aguardar um transplante de pulmão.

Em 2008, recebeu a notícia do Incor, de que havia um órgão disponível. O pastor Oliveira contou á época par Revista Comunhão, da Next Editorial, que no instante em que os médicos solicitaram que ele fosse rapidamente ao hospital, ele e a esposa Alzira fizeram juntos uma oração, reiterando a fé em Deus. “Antes de ficar nas mãos dos médicos, eu estou nos teus braços. Seja feita a Tua vontade”.

No final do passado, o pastor descobriu que estava com câncer na face e passou por três cirurgias. A quarta seria feira nesta próxima semana.

GOVERNO DECRETA LUTO OFICIAL

O governador Paulo Hartung decretou luto oficial de três dias e destacou o papel de liderança religiosa do pastor Oliveira. Veja nota de pesar:

Ao longo de quase 30 anos de trabalho Evangelístico, o pastor Oliveira, como era carinhosamente chamado, foi um exemplo de conduta ética, fé e respeito ao próximo.

O governador Paulo Hartung destacou o papel de liderança religiosa, ética e política que Oliveira exercia na sociedade. O pastor era membro do Comitê Estadual de Ética e teve atuação marcante na defesa das causas sociais. “Era um exemplo. Tinha o dom da palavra, da mobilização, e espalhava fé para todos, independentemente da religião. Foi importante na união de forças pelo combate ao crime organizado no Estado. Era uma pessoa que inspirava bons exemplos pelo seu caráter e pelos valores que cultivava. Vai fazer muita falta. Transmito aos familiares e amigos as mais sinceras condolências”, disse Hartung.

O governador e também o prefeito de Vitória, Luciano Rezende, decretaram luto oficial por três dias.  “O Espírito Santo perdeu um de seus homens mais valorosos, líder religioso que inspirava enorme respeito e admiração muito além da religião. Uma luz que iluminava não só a sua Igreja, mas também os caminhos que todos deveríamos seguir na família, na sociedade e na política. Perdi um grande amigo e conselheiro… Vitória está em luto”, declarou Rezende