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domingo, 29 maio 2022

Pesquisas mostram que morar junto é etapa do namoro, não mais do casamento

Foto: Divulgação

Morar junto tornou-se comum em países como o Reino Unido e os EUA, e, muitas vezes, sem relação com projetos futuros. Pastor Dinart faz um alerta às pessoas mais maduras.

Por Lilia Barros

Pesquisas realizadas no  Reino Unido mostram um cenário com detalhes da mudança de comportamento e postura dos jovens sobre morar junto com um parceiro amoroso pela primeira vez. Os resultados dos estudos confirmam que as gerações mais jovens estão rompendo com os hábitos e padrões do passado, além de indicarem que a percepção da geração Y sobre morar junto com aquela pessoa importante é particularmente diferente das gerações anteriores.

O pastor Dinart Barradas, diretor do currículo de Paternidade Bíblica da Universidade da Família, da cidade de Pompéia (SP), ao tomar conciência de realidades como essa divulgada pela pesquisa, a pergunta que lhe veio à mente foi: O que a Igreja está oferecendo como modelo para a nova geração?

“Será que nosso modelo é testemunhalmente atrativo? Penso que talvez possamos creditar essa escolha à tendência pela efemeridade, tão comum em nossos tempos. Antes mesmo de pensar em oferecer um conselho, ou admoestar os mais jovens, penso que nós que somos mais maduros precisamos tornar as nossas próprias escolhas mais consistentes, duradouras, atraentes e que sejam capazes de gerar encantamento em quem ainda numa fase da vida em que precisará tomar sua própria decisão”, ressalta o pastor, pontuando que é  casado com Norma Barradas, há 40 anos.

Os pesquisadores afirmam que, em vez de ser um momento importante no caminho para o relacionamento permanente, a decisão de morar junto pode estar mais ligada à conveniência. Aparentemente, os jovens continuam a abandonar os velhos conceitos do que significa ter um parceiro, agora e para o futuro, provando que os momentos marcantes não têm hoje a mesma importância que tiveram no passado.

Este ainda pode ser o caso para algumas pessoas hoje em dia, especialmente em algumas culturas ou religiões específicas, mas morar junto tornou-se comum em países como o Reino Unido e os EUA, e, muitas vezes, sem relação com projetos para o futuro.

Anos atrás, morar junto com um parceiro era uma decisão quase sagrada, a não ser nos últimos estágios da relação, já perto do casamento. E, poucas décadas atrás, muitos casais não chegavam a morar juntos antes de assinar os papéis.

 

Com informações da BBCNews

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