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terça-feira, 16 agosto 2022

Perseguição religiosa aumenta na China e Índia, diz governo dos EUA

O secretário de Estado Antony J. Blinken - Foto: Reprodução

Segundo relatório americano, alguns países progrediram consideravelmente em direção à liberdade religiosa, como Marrocos, Taiwan e Iraque

Por Patricia Scott 

O Relatório Anual, referente a 2021, sobre Liberdade Religiosa Internacional acaba de ser publicado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. O relatório, que foi encaminhado ao Congresso americano, aponta que alguns países progrediram consideravelmente em direção à liberdade religiosa, como Marrocos, Taiwan e Iraque. No entanto, em países como Índia, China e Arábia Saudita, a situação continua a se deteriorar.

O embaixador-geral dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional, Rashad Hussain, destacou a importância do relatório para “[…] dar voz a inúmeras pessoas em todo o mundo que foram mortas, espancadas, ameaçadas, assediadas ou presas por tentarem exercer suas crenças de acordo com os ditames de sua consciência”. Já o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, ressaltou que cada indivíduo possui o direito fundamental da prática da fé que escolher.

Situações preocupantes

Segundo o relatório, a situação do Paquistão é preocupante devido às leis de blasfêmia e apostasia que visam o discurso de minorias religiosas. O secretário Blinken destacou que, em 2021, pelo menos 16 indivíduos no país foram condenados à morte por blasfêmia.

O documento revelou ainda que as acusações de blasfêmia levaram à violência da multidão de atores não estatais. As minorias religiosas permanecem enfrentando assédio e discriminação, que são generalizados por causa da fé.

Na Eritreia, o governo local reconhece apenas quatro grupos religiosos, aponta o relatório. No país, os indivíduos flagrados praticando outras religiões foram presos, além de submetidos a abusos das autoridades governamentais.

Os genocídios e crimes contra a humanidade ocorridos em países como a Birmânia (atual Mianmar) e a China também foram ressaltados no relatório. Na Birmânia, os muçulmanos Rohingya são rotineiramente alvos dos militares birmaneses, sem contar que centenas de milhares foram deslocados à força em decorrência da violência. Em 2021, como resultado do golpe no país, os seguidores de Jesus birmaneses também foram fortemente perseguidos pela dura intolerância dos militares birmaneses.

Já na China, o Partido Comunista Chinês (PCC) tentou sistematicamente livrar o país da população uigur, predominantemente muçulmana. De acordo com o secretário Blinken, desde abril de 2017, mais de um milhão de uigures e outros grupos minoritários foram detidos em campos de internação por discordar da doutrina do PCC. Os cristãos são também rotineiramente presos pelas autoridades chinesas e têm os locais de culto fortemente restringidos pelo partido.

Avanço na liberdade

Os países que estão diminuindo a perseguição religiosa foram destaque no relatório. No Iraque, por exemplo, o governo recebeu pela primeira vez a visita do Papa Francisco, em março de 2021. No entanto, o secretário Blinken salientou que “o relatório também mostra que temos mais trabalho a fazer”.

“Congratulamo-nos com o último relatório do Departamento de Estado e elogiamos o progresso feito por vários países para proteger a liberdade religiosa”, disse o presidente do Tribunal Penal Internacional (TPI), Jeff King.

King observou que permanece a preocupação com o aumento da violência e discriminação que os cristãos enfrentam globalmente. “Instamos o Departamento de Estado a responsabilizar os responsáveis por esses ataques e esperamos trabalhar com as autoridades dos EUA para garantir que o direito à liberdade religiosa seja protegido para todos”.

Com informações Christian Concern 

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