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segunda-feira, 2 agosto 2021

Pensando morreu um burro

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Em muitos momentos devemos aposentar aquele velho hábito: “Por que fazer hoje o que posso deixar pra amanhã?”

Certo dia um burro ao caminhar pelo deserto por vários dias e noites, cheio de fome e de sede deparou-se com duas vasilhas, uma com aveia e outra com água. O burro então ficou tão indeciso sobre qual delas deveria comer em primeiro lugar que com tanta indecisão e estando já fraco, acabou por morrer à fome e à sede, com a comida e a água bem a frente do seu focinho.”

Jean Buridan foi um filósofo francês do século XIV a quem esta estória foi atribuída. Usada para ilustrar um comportamento de indecisão ou procrastinação de uma pessoa em dado momento da sua vida. Na ilustração a demora em decidir entre matar a sede ou a fome por parte do burro fez secar a água, estragar a aveia e o levou a morte.

Embora eu me considere um estudioso nessa área e um defensor do agir de maneira prudente e pensada e do pensar de maneira estruturada e organizada, existem momentos que devemos literalmente agir a toque de caixa.

Em muitos momentos devemos aposentar aquele velho hábito: “Por que fazer hoje o que posso deixar pra amanhã?” Na verdade, na verdade, existem pelo menos três coisas certas de acontecerem nessa nossa breve vida: escolher, decidir e morrer.

Saibamos mais um pouco sobre uma diferença básica entre escolher e decidir. Escolher é preferir entre duas ou mais opções e decidir é agir. Nem sempre temos escolha, mas sempre necessitaremos decidir.

A palavra decisão no hebraico chama-se charuwts – que significa: com ponta afiada. Cisão significa cortar e decisão significa cortar fora.

Ou seja, toda vez que você diz sim também diz não. Sim para uma coisa e não para outra. Defendo a tese de que para alguns desses momentos podemos estar previamente preparados.

Quem já não ficou irritado na fila de um fast food pelo fato da pessoa que está sendo atendida deixar para escolher e decidir o que comer e beber apenas quando chega a sua vez – ainda demora séculos para decidir?

Que tal enquanto espera já ir escolhendo o que quer e facilitar a própria vida e dos demais clientes que esperam na fila. Ah, esperar com fome contribui para a irritação.

Que tal deixar separado o dinheiro do pedágio, e, se puder que esteja trocado para facilitar o troco e agilizar o atendimento?

Acompanhar a minha esposa na compra de uma roupa era uma “divina” tarefa para mim, pois, após passar horas escolhendo, experimentando, pedindo a minha opinião algumas vezes, chegava a hora dela decidir o que iria de fato comprar, e…

Foi uma das vezes que literalmente sentia o fruto do Espírito fluir através de mim, acompanhado logicamente pela bondade e a misericórdia do Senhor, pois nessa hora eu decidi amar.

É possível combater e minimizar o excesso de dúvida e medo na hora de decidir entendendo um pouco como funciona o nosso cérebro.

Não pense você que o cérebro é bobinho e se ilude apenas com palavras- do tipo: vamos lá! Você consegue! – quando desacompanhadas de ações. Mesmo que haja uma nobre motivação.

Motivação sem iniciativa gera frustração! Quando uma pessoa percebe aqueles quilinhos a mais, que saltam aos olhos, e diz assim: “Semana que vem eu começo a minha dieta e meus exercícios!” Quando ouve isso o cérebro humano entende que aquilo não é importante, por isso pode ser deixado em segundo plano.

Aprendemos com a neurocientista Rosana Alves que naturalmente o cérebro é motivado para fazer apenas seis coisas: comer, dormir, ganhar dinheiro, sexo, jogar videogame e ajudar aos outros. O restante, literalmente não depende de pensarmos para fazer, mas sim, da decisão de levantar e fazer!

A motivação te ajuda a começar – porém – o hábito, a perseverança e foco ajudam a permanecer.

Na Bíblia claramente se diz através de Josué: “…decidam hoje a qual Deus irão servir… Eu e a minha casa serviremos ao Senhor!” (Josué 24:15)

No Apocalipse adverte para que se deixe ser morno e seja frio ou quente.

Lhe convido a refletir comigo sobre o burro de Buridan, que morreu de fome e sede diante da água e da comida, pela indecisão: Jesus é o pão e a água da vida. Ele está diante mim e de ti – famintos e sedentos por Ele. Basta que decidamos viver Nele, por Ele e para Ele.

Siga bem, em paz e feliz

Lulinha Tavares é coach esportivo, formado em Educação Física, MBA-FGV/FIFA/CIES, especialista em Psicologia do Esporte, empresário, pastor e líder da Igreja Batista da Graça em Queimados (RJ)

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