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segunda-feira, 25 maio, 2020

“Pena de Morte, sim!”: grita mais da metade dos cristãos

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A comunidade cristã está cada vez mais favorável a pena de morte. Para muitos, isso revela falta de amor ao próximo

Mais da metade dos brasileiros apoia a pena de morte. É o mais alto índice desde 1991, quando o Instituto de Pesquisa Datafolha passou a incluir o tema em suas abordagens. No dia 8 de janeiro foi publicado o percentual de 57% de brasileiros que apoiam a aplicação da pena de morte no país. Um dado curioso é que a consulta revelou que os católicos são mais favoráveis à medida (63%) do que os evangélicos (50%), enquanto o apoio dos ateus é de 46%.

O “sim” à pena de morte é mais sonoro entre a população mais pobre e entre os homens. Jovens entre 25 e 34 anos são os que mais apoiam a medida (64%), uma percentagem reduzida para 52% entre aqueles que têm mais de 60 anos.

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“É no mínimo curioso que pessoas que professam uma fé inspirada em um inocente condenado à morte por crucificação defendam esse tipo de medida” – Arthur Lopes Rios Vieira, advogado, de Vitória-ES

Em 10 anos, o número saltou de 47% para 57% da população que se manisfesta a favor desse tipo de punição. Para a sondagem, o Datafolha entrevistou 2.765 brasileiros em 192 municípios, nos dias 29 e 30 de novembro do ano passado.
No atual levantamento, 57% das pessoas entrevistadas manifestaram-se a favor da sentença máxima, 39% disseram ser contra, e 3% não responderam.

O advogado Arthur Lopes Rios Vieira, morador de Vila Velha-ES, explica que a Constituição Federal veda expressamente a pena de morte, salvo em caso de guerra declarada, e até mesmo a prisão perpétua. As penas mais graves previstas pela legislação brasileira são as privativas de liberdade, pelas quais o Estado busca retribuir o mal do crime com o mal da sanção, promover a ressocialização do réu e desestimular o cometimento de crimes pelos demais cidadãos.

“O grande problema é que, por culpa do próprio Estado, as penas privativas de liberdade não têm cumprido com suas funções. O sistema carcerário brasileiro tem um déficit de quase 360 mil vagas (dois presos para cada vaga), e os presídios se encontram em condições precárias (para apenados e trabalhadores) e são dominados pelo crime organizado. Não há condições de ressocialização naqueles ambientes, e a população carcerária cresce exponencialmente”, afirmou.


 

pena-de-morte
Fontes: Revista Exame- 2016; Jornal o Estadão e Relatório da Anistia Internacional – 2015; Internet.


Dos cerca de 727 mil encarcerados no Brasil, a maioria é de jovens, negros e pobres, com ensino fundamental completo ou incompleto – pessoas às quais, muitas vezes, são negados direitos básicos e essenciais. Diferentemente do que alguns acreditam, crimes contra a pessoa e contra a dignidade sexual representam, somados, aproximadamente 17% dos delitos em razão dos quais as penas são aplicadas, ao passo que crimes contra o patrimônio e tipificados na “Lei de Drogas” correspondem, também somados, a 74% – o que se explica pelo próprio perfil do presidiário brasileiro. Em contrapartida, os chamados “criminosos de colarinho branco” são raramente punidos, porque, como se vê, o sistema penal é seletivo.

Para ele, não existe solução fácil para problemas complexos. “A incompetência do Estado para fazer cumprir a lei acaba por deixar espaço para o surgimento desses equívocos, mas sentenciar pessoas à morte não é a saída mágica para o panorama da violência no Brasil, e é no mínimo curioso que pessoas que professam uma fé inspirada em um inocente condenado à morte por crucificação defendam esse tipo de medida”, disse Arthur.

Membro da equipe pastoral da Igreja Batista de Água Branca, São Paulo, o Pr. Levi Araújo denuncia um problema sério envolvendo os cristãos de hoje.

“Quem nasceu de novo e está andando como Cristo andou e no Espírito Santo sabe que o nosso mandamento é amai-vos (e jamais vingai-vos) uns aos outros” – Levy Araújo, pastor batista em São Paulo

“Desde a década de 90 do século passado eu já pregava pelo Brasil e além que os evangélicos precisariam de muita evangelização e terapia. Essa pesquisa só revela o quanto precisamos ser evangelizados e tratados com máxima urgência. Jesus de Nazaré, o Messias, o Filho do Homem anunciado nos Evangelhos e na Bíblia toda, não tem nada a ver com esse Jesus que aqueles que se dizem cristãos e evangélicos dizem crer e servir. Um seguidor de Jesus de Nazaré ‘raiz’ aprendeu com Ele que inimigo é pra ser amado e que a vingança pertence ao Senhor. É impossível uma pessoa, mesmo sem se converter e ler o Evangelho de Jesus de Nazaré, ainda afirmar que bandido bom é bandido morto e que a pena de morte é a solução.

Agora, uma pessoa que nasceu de novo pelo poder do Espírito Santo e que está andando como Cristo andou e no Espírito Santo sabe que o nosso mandamento é amai-vos (e jamais vingai-vos) uns aos outros. Sabe que não existe essa de pecadinho e pecadão e que Jesus Cristo é poderoso para transformar e libertar qualquer pessoa, inclusive quem crê e pede a pena de morte. Inclusive quem é hipócrita e incoerente para ser contra o aborto e ao mesmo tempo ser a favor da pena de morte.”

“Jesus Cristo obedeceu às leis, foi para o matadouro mudo, não reagiu (…) Isso é para poucos entenderem”- Cris Abreu, estudante de Serviço Social, de Vila Velha (ES)

Microempreendedora de Itatiba-SP, Monyke Perovano acredita que quem defende a pena de morte não confia na justiça de Deus. “Passam-se por crédulos, mas não creem de verdade. Confiam numa justiça vingativa e terrena, que em nada se relaciona com Cristo. Óbvio que, sendo humanos, queremos a morte, a vingança, a tragédia para aqueles que cometem crimes.

E não é para isso que voltamos o olhar pra Cristo? Para nos despir desses sentimentos e nos encher de amor? Para Deus não há diferença entre mim e um assassino, e é duro saber disso, enquanto humanos. Não faz sentido em nossa humanidade imperfeita compreender Deus. Nosso problema nunca foi ausência de punição mais severa, mas de serviços de inteligência, investigação e justiça mais adequados. Ao contrário, em países que investem em cultura e educação, nem armas a polícia utiliza, os índices de violência são incrivelmente baixos e não existe pena de morte”, finaliza.

“Confiam numa justiça vingativa e terrena, que em nada se relaciona com Cristo” – Monyke Perovano, microempreendedora de Itatiba (SP)

A cabeleireira e estudante de Serviço Social Cris Abreu, de Vila Velha–ES, pontua o caráter de Jesus Cristo, que “obedeceu às leis, foi para o matadouro mudo, não reagiu, antes repreendeu a Pedro, por ter cortado a orelha de um soldado; na cruz perdoou o bandido e nos deu a maior lição de amor que o mundo já viu: ame, perdoe, não retribua o mal com o mal, meu fardo é leve. Então, quem quer ser cristão deve, sim, obedecer à lei do Estado e também a Cristo, nosso cabeça que nos manda ser mansos e humildes. Isso é para poucos entenderem, assim como foi para Nicodemos, que ficou confuso por não compreender o que é o novo nascimento. Mas para quem já o recebeu não é difícil entender. Só quem tem a mente de Cristo vai entender.”

O Dia de Martin Luther Kink Jr. é comemorado na terceira segunda-feira de janeiro nos EUA. Negro-profeta, pregador subversivo, ativista político, amante da justiça, seguidor do Jesus de Nazaré. Ele que lutou em amor ao lado dos oprimidos foi um libertário que amou o seu povo. Ele disse: “A escuridão não pode conduzir a escuridão: só a luz pode fazer isso. O ódio não pode conduzir o ódio: só o amor pode fazer isso”.


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