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quarta-feira, 8 julho, 2020

Peixe de aquário

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Há alguns dias, meu filho mais novo ganhou um pequeno aquário. Pensei: mais um entulho em casa. Acertei, por uns dias, até que alguém lhe ofertou quatro peixes. Nossa casa tinha 4 viventes, agora, 8, mas, o aluguel é o mesmo – pelo menos isso – e a despesa é praticamente zero, coisa que não aconteceu quando tivemos cachorros. Peixinhos não dão trabalho, não dão despesa, não fazem barulho, não sujam o sofá e o tapete, e ainda enfeitam a sala. Negócio fechado.

Igual a todo mundo – com um pouco de tristeza por vê-los presos – fico tentando imaginar o sentido da vida de um peixe. Deve existir uma razão para alguém ficar nadando de um lado para o outro até morrer, além das triviais “são bonitos”, “são alimento”, etc. Cientistas devem ter motivos mais profundos.

Eles nadam incansavelmente a ponto de me dar raiva – é muita determinação, energia e disposição. Ah, se as pessoas tivessem essa garra de lutar para estar vivo, mesmo que preso a um sistema que não gostam de estar, mesmo com os problemas normais, a vida delas seria outra.

O chão do aquário é repleto de pedras grandes e pequenas. O curioso é que os peixinhos nunca estacionam sobre elas para descansar ou entender porque estão ali. Eles estão acima delas, nadando como dizendo vocês não vão tirar a minha coragem de continuar a seguir o meu caminho. E só chegam perto das pedras quando encontram nelas algum alimento depositado em cima. Se os homens conseguissem pensar como esses peixinhos, nadariam acima dos problemas e só retirariam deles aquilo que têm de bom. Problema é momento de reflexão e vermos se estamos no caminho certo.

Peixinhos de aquário não podem comer demais, senão morrem – pessoas deveriam pensar a mesma coisa. Meu filho dá a eles comida regrada, todos os dias. Despeja um pozinho de ração por cima da água e as partículas vão descendo lentamente pela água, como se caíssem do céu, e os peixinhos vão comendo sem parar de nadar. Com um pouco de imaginação posso até ver a alegria deles quando chega a refeição. Durante o dia, a luz do sol que entra pela janela cuida de iluminar o mundo deles e, de noite, acendemos uma luz na temperatura certa.

Lembrei-me do povo de Israel que permaneceu no deserto durante 40 anos. Como o aquário de areia era pequeno, o povo andou de um lado para o outro passando pelos mesmos lugares várias vezes. E o maná vinha do céu igual o alimento que damos aos peixinhos. Não precisavam plantar, regar e colher. O sustento vinha literalmente do céu. De dia, como o sol era muito forte, Deus dava aos hebreus uma nuvem – penso nisso, quando fecho a persiana e não deixo o sol torrar nossos peixinhos. À noite havia uma luz que não deixava ninguém no escuro, além de proteger do frio – uma coluna de fogo no meio do arraial.

Aquário tem que ser decorado com algumas arvorezinhas, pedras, bonecos com aparência de outros bichinhos do mar. O nosso aquário tem 2 cavalos-marinhos, uma árvore e duas grandes pedras. Apesar de não haver sinais de trânsito, os peixinhos não se chocam e nem resvalam nos objetos espalhados.

Lembrei-me das pessoas que insistem em ficar paradas, assistindo as outras nadarem. Não gostam de trabalhar, correm dos estudos, nada realizam, pensam que tudo é passageiro, não gostam de gente porque dá problema. Por isso, ficam estacionadas vendo a vida dos outros passar. Será que não conseguem enxergar que as pessoas vão se ajustando, se entendendo, se odiando e se amando sem sinais de trânsito para controlá-las, e que a vida é justamente isso, um turbilhão de alegrias e tristezas? Todas essas movimentações é que nos fazem realizar coisas que dão sentido à nossa existência.

Hoje, faltou energia em nossa casa e os peixinhos do aquário viveram momentos críticos sem oxigenação produzida pela máquina ligada ao aquário. Passado o perigo, tentei imaginar o que seria deles – e de nós – se morressem. Serviriam de alimento? Talvez. Não teria coragem de comê-los. Já fazem parte da família.

Empalharia? Não. Melhor enterrar com honras. Agora, voltando às pessoas paradas, que escolhem viver por viver, sem se interessarem por nada e nem por ninguém, digo que são piores que peixe morto há muitos dias. Nem sei se merecem enterro digno ou serem lembradas pelas gerações futuras. E eu que pensava que aquário era coisa inútil. Qualquer semelhança com a vida real não é mera coincidência.

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