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segunda-feira, 22 DE julho DE 2024

Pastores, qual o futuro da sua igreja?

Os novos modelos renovaram o entusiasmo da liderança, deram novos resultados, mas não mudaram a mentalidade “estrutural” da Igreja

Por Josué Campanhã

A grande maioria dos pastores ainda se encontra “perdida” no pós-pandemia. Alguns nem sabem qual pergunta escolher para responder. Será que tento voltar a fazer tudo que fazia antes? Será que aproveito para mudar tudo que fazia antes? Que tipo de igreja quero ajudar a construir para o futuro? E talvez, mais importante ainda: Será que Deus aproveitou a pandemia para nos fazer refletir sobre um novo tipo de igreja para o futuro?

As igrejas sempre viveram baseadas na mentalidade “estrutural”. Isto porque fomos formados dentro de um pensamento estrutural. Departamentos, ministérios, faixas etárias, classes, etc. Sabemos que isto funcionou por um bom tempo, mas o modelo estrutural se esgotou e gerou algumas consequências: ativismo, muitos cargos para poucos líderes, cansaço dos membros e busca de novos modelos de funcionamento, e a pandemia acabou mandando tudo isto para o ralo.

Quase todos os novos modelos criados renovaram o entusiasmo da liderança, produziram novos resultados, mas não mudaram a mentalidade “estrutural”. Não estou dizendo que a “estrutura” não é necessária. No entanto, o que quero destacar é que a “estrutura” precisa ser “serva” da missão. Talvez a igreja pós-pandemia seja o resgate da missão e não de uma estrutura ou modelo de funcionamento.

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Qual seria então a solução para isto?

Bem, partindo da missão dada por Jesus para a igreja, que é “fazer discípulos”, basta olhar para o que Ele fez para cumprir a missão e imita-lo. Parece muito simples para ser verdade, mas é a pura verdade. Três anos e meio antes de delegar à missão aos doze e consequentemente para a igreja, ele mostrou como se executa uma missão. E existe apenas uma palavra para caracterizar o que Jesus fez: “Processo”.

Ele criou um “processo de discipulado” dos doze que levou a um “processo de capacitação e multiplicação de líderes” a partir dos doze para que a missão fosse cumprida. Jesus não criou uma estrutura para cumprir a missão. A estrutura surgiu ao longo do tempo para alinhar os processos e servir à missão.

Processos são contínuos e conduzem as pessoas do ponto A para o ponto B. Discipulado é um processo. Desenvolver líderes é um processo. Alcançar e discipular as novas gerações é um processo. Processos não sugam as pessoas para manter uma estrutura, mas alinham as pessoas para cumprirem uma missão.

O processo principal que Jesus desenvolveu foi o discipulado dos doze, seguido do processo de equipá-los como líderes para o surgimento da igreja. Ele foi tão eficaz nestes processos, que quando tudo estava pronto para a igreja começar ele nem ficou para o lançamento da pedra fundamental. Ele simplesmente disse aos discípulos: “estou indo embora, vão e cumpram a missão, vocês estão prontos”.

Talvez seja a hora dos pastores chamarem sua liderança e terem coragem de propor que a igreja pós-pandemia precisa “virar a chave” e passar a pensar e funcionar por processos, começando pelo processo de discipulado.

Exatamente por este motivo, reescrevi o livro Planejamento Estratégico para Igrejas, depois de duas edições nos últimos 23 anos, mudando cerca de 70% do seu conteúdo para ajudar as igrejas a repensarem seu futuro pós-pandemia. Minha impressão é que Deus está nos chamando para uma das maiores mudanças da história da igreja nesta geração, mas tudo vai depender de qual pergunta escolheremos para responder nesta retomada.

Josué Campanhã é empreendedor, visionário e reconhecido como um expert em liderança e planejamento. É autor de 17 livros na área. Recebeu o prêmio literário Areté, da ASEC – Associação de Editores Cristãos por quatro vezes, como melhor autor em liderança.

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