Pastor pode ser primeiro evangélico indicado ao STF

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André Mendonça, ministro da Advocacia Geral da União, tem nome cogitado para integrar Supremo

O presidente Jair Bolsonaro disse na última quinta-feira (11) que o advogado-geral da União, André Luiz Mendonça, está entre os “bons nomes” que ele considera para indicar ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Após dizer que indicará um ministro evangélico para a corte, em culto realizado na Câmara dos Deputados na quarta-feira (10), o nome de Mendonça passou a ser ventilado na imprensa.

O presidente disse que “eu sei que ele é terrivelmente evangélico. Temos muito bons nomes para o STF, e o André Luiz é um nome que, com toda certeza, está entre uma lista aí com muito apoio por parte do presidente”.

A nomeação de André Mendonça para ministro da AGU foi feita pelo presidente em seu Twitter: “Informo a todos que a Advocacia Geral da União será liderada pelo senhor André Luiz de Almeida Mendonça, advogado com ampla vivência e experiência no setor”.

Segundo Mendonça, que é pastor presbiteriano, a notícia de sua ida à chefia da AGU foi uma surpresa e aconteceu após reunião com Bolsonaro.

No mês passado, ao criticar a decisão do STF de criminalizar a homofobia como forma de racismo, Bolsonaro já havia sugerido a indicação de um evangélico para a Corte.

Criminalização da homofobia e os impactos para a Igreja

Até 2022, o presidente da República poderá indicar nomes para pelo menos duas vagas, que serão abertas com a aposentadoria compulsória dos ministros Marco Aurélio e Celso de Mello. Além de evangélico, Bolsonaro disse que o indicado será tecnicamente qualificado para o posto.

“Com toda certeza, esse terrivelmente evangélico vai ser também um profundo conhecedor da legislação e um jurista renomado”, acrescentou.

*Com informações da Guia-me e EBC


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