Pastor é expulso por realizar casamento homossexual

Foto: Reprodução

Dan Collison foi expulso de convenção. A igreja First Covenant Church, que é liderada pelo pastor e onde o casamento foi realizado, também foi retirada do grupo de 875 denominações dos EUA.

Uma denominação que teve a sua primeira igreja fundada em 1874, nos Estados Unidos, precisou tomar uma decisão radical ao expulsar da sua convenção um pastor e a sua congregação, por defenderem a união homossexual.

A Igreja do Pacto Evangélico (ECC) votou e 77% das denominações filiadas decidiram expulsar o pastor Dan Collison, de Minneapoli, EUA, durante a sua convenção anual em Omaha, Nebraska (EUA).
O líder e a sua congregação vão permanecer juntos, mas oficialmente desfiliados da Convenção da Igreja do Pacto Evangélico. Ou seja, sem o reconhecimento doutrinário das suas práticas.

O pastor Collison, no entanto, que defende o chamado “casamento homossexual”, seguiu discordando da decisão. “Tenho certeza do caminho que escolhemos. Sinto-me grato pelos pastores e igrejas que nos defenderam”, disse ele, frisando em seguida que sente “compaixão” pelas demais igrejas irmãs que votaram por sua expulsão da convenção.

A “inclusão”

A igreja do pastor Collison passou a adotar o mesmo discurso das chamadas “igrejas inclusivas”, às quais em busca de maior aceitação social e política, abandonam o ensino correto da Bíblia Sagrada sobre a natureza da sexualidade humana, a necessidade de arrependimento e transformação.

Em 2014 a igreja do pastor Collison, por exemplo, celebrou uma união homossexual entre duas mulheres. Além disso, o líder religioso também chegou a emitir uma declaração dizendo que sua denominação acolhia o público LGBT, mas não no sentido tradicional do termo, e sim no da aceitação do estilo de vida homossexual.

“A CEC está ciente da complexidade, sensibilidade e dor que as questões da sexualidade humana podem trazer”, disse Michelle Sanchez, ministra executiva da ECC, explicando que apesar da igreja do pastor Collison ter identidade própria, ela não poderia adotar uma doutrina incompatível com a defendida pela convenção, que no total possui 280 mil membros no país.

“Nós falamos do desejo de liberdade e responsabilidade como denominação. Essas duas coisas estavam entrando em tensão neste caso”, disse Sanchez, à emissora CBN News.

*Com informações de CBN News


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