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domingo, 29 maio 2022

Pastor é condenado a sete anos de prisão em Cuba

Foto: iStock / Reprodução

Governo acusa o líder cristão de desrespeito, agressão e desordem pública

O pastor Lorenzo Rosales Fajardo foi condenado há sete anos de prisão por participar de protestos em julho de 2021, em Cuba. O líder cristão, que vive em Palma Soriano, foi julgado em dezembro sob acusações de “desrespeito”, “agressão”, “incitação ao crime” e “desordem pública”.

Em primeiro de março de 2022, o governo cubano comunicou a condenação do pastor em uma carta à Missão Permanente de Cuba na ONU, em resposta a um pedido de informações feito por cinco funcionários de direitos humanos da organização.

No informativo, as autoridades justificam a prisão do líder cristão por ele ter participado de um “ataque violento” a policiais, forçado a entrada na sede do Partido Comunista em Palma Soriano, e ferido sete funcionários e um civil.

De acordo a organização Christian Solidarity Worldwide (CSW), as acusações são infundadas. “Imagens ao vivo e fotos mostram policiais armados e membros da força paramilitar Boina Negra atacando manifestantes desarmados e pacíficos no meio da rua, com o reverendo Rosales Fajardo sendo estrangulado”, afirmou.

Os protestos pacíficos aconteceram em todas as regiões de Cuba, onde milhares de pessoas pediam por democracia e reformas econômicas. A resposta do governo foi imediata e violenta, com policiais e agentes de segurança agredindo e prendendo manifestantes, muitos deles são pastores.

Informações à família

A esposa de Fajardo, Maridilegnis Carballo, soube do veredicto e da carta somente depois que ela foi enviada à representação do país em Genebra. “Não sei se posso suportar tanta injustiça e tantas mentiras. Como é doloroso ver a condição vergonhosa do governo desta nação”, afirma em entrevista a CSW.

A sentença inicial de prisão mencionada na carta à Missão de Genebra era de oito anos, mas o governo cubano contatou a família de Fajardo para confirmar redução da pena para sete anos.

Perseguição em Cuba

Desde 1959, Cuba é governada pelo Partido Comunista, que busca controlar a igreja de acordo com a ideologia comunista. O governo reage duramente contra vozes opositoras e manifestantes, então, quando líderes de igrejas ou ativistas cristãos criticam o regime, enfrentam prisão, fechamento de igrejas ou negócios e assédio do governo e de seus simpatizantes.

O registro para novas igrejas com frequência é negado, já que as autoridades querem controlar e limitar a influência da igreja — forçando muitas igrejas a operarem ilegalmente. Isso leva à imposição de penalidades, como a recusa completa para emissão das licenças, multas pesadas, confisco de propriedades ou até mesmo demolição ou fechamento de igrejas, incluindo igrejas domésticas. O governo controla todas as mídias e
e restringe o acesso ao mundo exterior, então é muito difícil para os cristãos se comunicarem no país.

A perseguição em Cuba continua piorando. Em 2021, Cuba estava fora do Top50 da Lista Mundial da Perseguição, ficando em 51º, e no ano anterior em 61º. Hoje, o país ocupa a 37ª posição, subindo 14 posições no hanking dos países onde os crisãos são mais perseguidos. O contínuo aumento é resultado de medidas altamente restritivas contra igrejas consideradas oponentes ao regime — principalmente as igrejas protestantes não registradas.

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos em Cuba?

Parceiros da Portas Abertas fortalecem a Igreja Perseguida em Cuba por meio de distribuição de Bíblias, projetos de subsistência, treinamento bíblico, projetos de desenvolvimento de liderança e socioeconômico para aumentar a autossuficiência da igreja. Para ajudar, acesse www.portasabertas.org.br/doe

Pedidos de oração

Interceda para que o pastor Fajardo seja guardado, fortalecido e suprido em todas as necessidades enquanto estiver na prisão. Que ele seja liberto o mais breve possível.

Ore pela família do pastor e de outros cristãos presos durante os protestos. Que sejam consolados e vejam o agir do Senhor mesmo nas situações desafiadoras.

Clame para que haja liberdade e democracia em Cuba. Para que as pessoas tenham o direito de pensar e expressar a fé livremente.

Fonte: Portal Portas Abertas

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