Pastor da malásia continua desaparecido

Foto: Reprodução

Raymond Koh foi sequestrado há 2 anos em plena luz do dia por pelo menos 15 homens mascarados

O mistério continua. O pastor malasiano Raymond Koh, sequestrado em 13 de fevereiro por 15 homens mascarados, continua desaparecido. Na ocasião, o pastor foi retirado do carro à força e levado pelos sequestradores.

As câmeras de vigilância registraram o momento em que Koh foi levado, mas até hoje não se sabe onde o líder religioso foi parar. A esposa Susanna Koh disse que viu o marido na manhã do sequestro, na casa de uma amiga, onde trabalhava como babá. Segundo ela, as últimas palavras trocadas entre o casal foram “eu te amo”.

O pastor Raymond Koh era conhecido por realizar atividades voltadas à evangelização de adolescentes muçulmanos, considerado crime de acordo com a legislação do país. Como forma de localizá-lo, diversos grupos comunitários se uniram visando a buscar ajuda internacional para pressionar o governo do país a dar respostas sobre o desaparecimento.

O Grupo de Ação Cidadã sobre Desaparecimento Forçado (CAGED, da sigla em inglês) cobrou das autoridades que Koh e outros cristãos, como o casal Joshua Hilmy e Ruth Sitepu, que foi visto pela última vez em novembro de 2016.

A polícia levou dez dias para montar a força tarefa que investigaria o sequestro. No início de 2018, a Suhakam informou a interrupção do inquérito sobre o desaparecimento do pastor Koh a pedido da polícia, já que um suspeito fora preso e estava sendo acusando na justiça pelo crime.

Ações

Após 1 ano do desaparecimento, Suzanna disse que mesmo sentindo a ausência do esposo disse a um grupo sueco que Deus age. “Eu não entendo porque isso está acontecendo, mas Deus tem propósito”.

Ela afirmou que igrejas na Malásia se uniram para dizer que esses desaparecimentos não são aceitáveis. “Esta é a primeira vez que vemos cristãos se unindo. Eles uniram as mãos e oraram. E eu sei que Deus se agrada disso”, afirmou.

“Uma pessoa me disse que ora por Raymond toda noite, mesmo não sendo do tipo que ora. Outros perguntam quem é esse Raymond que tantos oram por ele. Esta é uma oportunidade para que cristãos compartilhem o evangelho. Nós também recebemos relatos de que alguns têm achado fé em Deus”, contou confortada.

Suzanna disse que se aproximou da esposa do ativista muçulmano xiita Amri Che Mat, Norhayati, desaparecido na mesma época que Koh, a qual a história é semelhante. ““É realmente bom ver cristã e muçulmana juntas em apoio e encorajamento uma a outra, já que nos últimos anos, houve um grande número de incidentes que aumentaram a tensão religiosa no país”, completou.

*Da Redação de Comunhão, Com informações de Malaymail


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