Pastor de jovens ganha asilo, após perseguição

Foto: Facebook
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O jovem pastor da América Central está seguro por enquanto, mas ele diz que seu coração está com aqueles que não estão

O pastor de jovens Douglas Oviedo ganhou asilo nos Estado Unidos após fugir de perseguições de gangues violentas da América Central.  Além disso, o pastor permaneceu por sete meses em Tijuana, México. Douglas conquistou o direito de permanecer nos Estados Unidos enquanto o governo do país decide se deve ou não recorrer da decisão. Assim, Douglas ganhou na última semana o direito de permanecer no país após audiência de asilo.

Oviedo, natural de Honduras,chegou à Califórnia, Estados Unidos, em novembro de 2018 junto de uma caravana de migrantes. Assim, foi devolvido pelo governo americano a Tijuana, México, no mês de janeiro junto de demais solicitantes de asilo. O programa “Remain in Mexico” do governo Trump mantém requerentes de asilo fora do país enquanto aguardam julgamento.

Douglas venceu na justiça após provar que as ameaças que enfrenta em Honduras constituem motivos de asilo na lei dos Estados Unidos. Em uma postagem em uma rede social, o pastor agradeceu a Deus por permanecer ao seu lado durante todo o processo.

Douglas está determinado a ajudar pessoas a encontrar representação legal no país. Dessa forma revelou que abraçou a causa. “Farei tudo o que puder, trabalhando dia e noite para encontrar advogados para lhes dar representação legal”, além disso afirmou que “é isso que me machuca tanto. Ganhei e estou aqui, mas tive o privilégio de ter um advogado no tribunal que estava comigo”, finalizou. Se decisão permanecer, Oviedo poderá levar sua esposa e três filhos pequenos para os EUA.

ASILO SURPREENDENTE

O governo americano mudou as regras de imigração em junho de 2018, dizendo aos tribunais que a violência de gangues se configura como “abuso doméstico”. De acordo com o governo, não há fundamento legítimo para reivindicação de asilo. O pastor é um dos poucos centro-americanos que receberam asilo no país após o governo Trump.

Com a decisão mais rígida sob as regras de imigração no governo americano, muitas reivindicações da América Central foram impedidas. Assim, afirmou o governo que perseguições baseadas em “laços familiares” não são motivos para asilo.

Entretanto, Oviedo demonstrou ao tribunal que  gangues o alvejavam por sua atividade religiosa e posições políticas.Entretanto, a  perseguição religiosa e política é mais difícil de provar do que as ameaças de violência de gangues, onipresentes em Honduras. Segundo Douglas, ele estava na “lista negra” por causa de oferecer aos jovens uma alternativa para não participar de quadrilhas.

AMÉRICA CENTRAL

O aumento de famílias detidas na fronteira enfatizou o processamento da Alfândega e da Patrulha de Fronteira dos EUA. Assim, muitos refugiados da América Central fugiram para os EUA com seus filhos nos últimos anos porque as crianças foram recrutadas pelas gangues, ou como “amigas das gangues”.

O programa “Remain in Mexico” do governo Trump destinava-se a atrasar a ação de imigração na fronteira. No entanto, advogados relatam que quem está preso na cidade de Tijuana e Juaréz, no México, ficam mais vulnerável a ação de gangues mexicanas.

Em agosto, um ministro presbiteriano supostamente foi seqüestrado por um cartel enquanto tentava proteger os migrantes. Aaron Méndez Ruíz dirige a Casa del Migrantes em Nuevo Laredo, ao sul do Rio Grande. Ele está desaparecido há mais de um mês. Em suma, autoridades suspeitam que ele tenha sido sequestrado por interferir em atividades de gangues.

*Da Redação, Com informações de Christianity Today


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