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sexta-feira, 1 julho 2022

Pastor cubano está em prisão domiciliar por desenvolver trabalho social

Igrejas registradas começam a ser perseguidas caso contrariem ordens do governo comunista - Foto: Portas Abertas

“As represálias ao pastor Diaz Arteaga mostram que as autoridades estão determinadas a manter o alto nível de hostilidade aos que não estão alinhados ao regime”

Por Patricia Scott

O pastor Yordanys Diaz Arteaga, presidente da Igreja Reformada em Cuba, está em prisão domiciliar desde fevereiro de 2022. Ele é acusado de receber mercadorias ilegais. O governo cubano, segundo Portas Abertas, costuma pressionar e prender líderes de igrejas que insistem em coordenar projeto de ação social. Cuba surge na 37ª colocação na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2022.

Os policiais confiscaram aparelhos eletrônicos, telefones celulares e outros itens de propriedade da igreja. Segundo a organização Christian Solidarity Worldwide, o pastor chegou a ser preso, mas foi libertado no dia seguinte, quando começou o regime domiciliar. Ele está impedido de ter comunicação com outras pessoas.

Uma analista da Portas Abertas explica que o líder da Igreja Reformada sofre intimidação das autoridades desde que optou por se retirar do Conselho de Igrejas de Cuba e também por apoiar os manifestantes contra o governo em 2021. “Nesse caso, pulôveres e calendários com versículos bíblicos doados aos presos foram suficientes para provocar o assédio”.

Protestos internacionais foram realizados em decorrência da prisão de 700 cubanos por participarem das manifestações em julho de 2021. No entanto, a pressão internacional não resultou em medidas positivas por parte do regime.

“Pelo contrário, as represálias ao pastor Diaz Arteaga mostram que as autoridades cubanas estão determinadas a manter o alto nível de hostilidade em relação a qualquer pessoa que não esteja alinhada com a ideologia do Estado”, finaliza a analista da Portas Abertas.

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