back to top
24.9 C
Vitória
segunda-feira, 19 DE janeiro DE 2026

Pastor alerta para risco de idolatria no uso de IA por cristãos

Aplicativos que simulam conversas com personagens bíblicos ou oferecem conselhos espirituais têm atraído cada vez mais fiéis - Foto: FreePik

Com crescimento acelerado de ferramentas tecnológicas em igrejas, Ray Miller diz que busca espiritual em aplicativos pode substituir a fé e criar dependência por respostas instantâneas

Por Patricia Scott

A popularização da Inteligência Artificial (IA) entre cristãos tem despertado entusiasmo e também preocupação. O pastor Ray Miller, da Primeira Igreja Batista de Abilene, no Texas (EUA), vem chamando atenção para o que considera um risco espiritual crescente: transformar aplicativos e assistentes virtuais em fonte primária de orientação, relegando a fé e a comunhão cristã a segundo plano.

Dados recentes indicam que o uso de IA em ministérios e atividades de igreja saltou 80% nos últimos dois anos. Aplicativos que simulam conversas com personagens bíblicos ou oferecem conselhos espirituais têm atraído cada vez mais fiéis. Em alguns países, experiências como o “Jesus de IA”, criado por uma igreja suíça, e plataformas de oração automatizada nos EUA, acenderam debates teológicos e éticos.

- Continua após a publicidade -

Para Miller, a tecnologia não é inimiga da fé — mas pode ocupar um espaço que não lhe pertence. Ele reflete que a sensação de interatividade e conhecimento ilimitado oferecida pela IA pode ser confundida com atributos divinos. “Quando uma ferramenta promete conversar com Jesus, entramos em território perigoso”, afirmou. O pastor teme que a rapidez das respostas leve pessoas a buscar conforto digital em vez de convívio comunitário, orientação pastoral e confronto espiritual.

A preocupação não surgiu do nada. Miller conta que, quando atuava como professor na Universidade Belmont, viu estudantes recorrerem à IA para resolver questões teológicas complexas. “Era prático, mas percebi que a tecnologia molda respostas conforme as preferências do usuário. Ela conforta, mas pode não trazer disciplina ou transformação”, observou.

LEIA MAIS
União Europeia renova sanções contra Hamas e Jihad Islâmica União Europeia renova sanções contra Hamas e Jihad Islâmica - União Europeia renova sanções a grupos terroristas, reafirmando compromisso com a paz e segurança na região
Mão de obra acelera inflação da construção em janeiro Mão de obra acelera inflação da construção em janeiro - A alta nos custos da mão de obra impactou a inflação da construção, refletindo a pressão sobre o setor, segundo a FGV

Outro alerta vai para possíveis usos mal-intencionados da tecnologia. Golpes e falsas promessas envolvendo supostas interações com figuras bíblicas podem explorar emocional e financeiramente crentes mais vulneráveis. “Muitos recorrem à IA porque não têm com quem conversar. É conveniente — e isso me preocupa”, disse.

Apesar das críticas, Miller acredita que a tecnologia pode ser uma aliada se usada com discernimento, como ferramenta auxiliar para estudos, pesquisa e desenvolvimento da fé. O desafio, segundo ele, é garantir que ela não substitua a experiência humana, o discipulado e o relacionamento com Deus.

- Continua após a publicidade -

O pastor vê o momento atual como uma virada histórica comparável à invenção da imprensa, que permitiu o acesso popular à Bíblia. Agora, afirma, a igreja precisa responder a uma nova pergunta: o que significa ser humano e imagem de Deus em uma era digitalizada?

Para ele, caberá às comunidades cristãs orientar o uso responsável da IA e fortalecer práticas de discipulado presencial. “Precisaremos investir mais na formação espiritual. A tecnologia muda rápido, mas Deus continua nos guiando”, concluiu. Com informações The Christian Post

Receba notícias exclusivas no seu WhatsApp

Contéudos especiais no seu email. Receba hoje!

- Publicidade -

Matérias relacionadas

Publicidade

Comunhão Digital

Publicidade

Fique por dentro

RÁDIO COMUNHÃO

VIDA E FAMÍLIA

- Publicidade -