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quarta-feira, 14 abril 2021

Passivos ou resolutos?

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Como nós, pais cristãos, devemos posicionar com nossos filhos

Por Débora Fonseca

“Minha filha de 14 anos diz que é pansexual e tem questões de gênero. Será real ou modinha?” Assim inicia um podcast, por sexóloga e jornalista na UOL. Nele, é sugerido que “essa mãe precisa ter paciência para não querer definir aquilo que nem a filha tem condições de definir e ajudá-la a se construir… A adolescência é uma fase de experimentações e, hoje, a maioria dos adolescentes está mais antenada nessas discussões, nas possibilidades da diversidade. O caminho é acompanhar a filha, ouvi-la e permitir que ela faça suas reflexões. Ela quer cortar o cabelo? Ajude-a a fazer e deixe-a perceber como ela se sente. Ela quer usar roupas mais largas? Favoreça essa experiência. A menina precisa perceber como ela se sente nessas suas manifestações físicas e identitárias… E é importante a família entender e acolher esse período de experimentações e indefinições, caso contrário, o adolescente pode incorporar a ideia de estar errado. E se ele tiver uma identidade não binária, poderá retardar o processo de descoberta, tentando se enquadrar por medo de não ser amado.” (12.02.2021 – www.uol.com.br)

Acompanhar o filho(a) que se forma por sensações e experimentações ou ensinar-lhe O Caminho que deve andar?

Diariamente, informações sobre sexualidade são despejadas pelos canais de comunicação. Ao contrário das gerações anteriores marcadas pela repressão, silêncio e tabus, a nossa é representada por excessos: de conceitos, opiniões e liberalidades. Impossível não sermos afetados por tantas expressões identitárias, modos e costumes.

Diante disso, cabe a nós, pais cristãos, questionar como está valor da Palavra em nosso lar.

Deuteronômio, cap. 6, nos ordena inculcar a palavra de Deus no coração de nossos filhos. Esse verbo, que significa repetir seguidamente algo a alguém, é proferido num contexto interessante. O povo acabara de sair do Egito e estava recebendo ordenanças sobre um novo viver, antagônico ao que tinha e o de seus novos vizinhos.

Deus, sempre quis (e quer) um povo santo, diferenciado desse mundo que jaz no maligno!

Em assim sendo, não podemos assistir passivamente nossos filhos crescerem e assumirem identidades ideológicas que se contrapõem aos propósitos d’Ele. O trabalho de inculcar exige firme e harmonioso planejamento e resolução de ambos os pais!

Necessita de convicção interior, (vs.6), e que seja o cerne de cada ato nosso (vs. 7-9), até porque todas as circunstâncias de nossa vida consistem no inculcar. Cada movimento que fazemos sinaliza o bem ou o mal; que nos importamos ou não; que queremos fazer parte ou não;

Genitores do mesmo sexo precisam referenciar seus filhos enquanto crescem. O abuso sexual precisa ser prevenido com educação apropriada para cada idade. Pais precisam conhecer os amigos com quem seus filhos se identificam, (presenciais ou virtuais), pois essa identificação traduz algo do que pensam e sentem sobre si. Esses são alguns exemplos de atitudes saudáveis no lar… e que ensinam.

Nem letargia, nem hiperproteção. Ambos os extremos são nocivos. Com amor, criatividade e sabedoria celestial podemos ensinar o caminho aos nossos filhos. Quem ama, educa; já dizia o mestre Içami Tiba. Precisamos sair da expectação e assumir a educação dos filhos. É privilégio e responsabilidade nossa.

Débora Fonseca e Cunha Coordena a Missão Luz na Noite desde 2001 e atua no aconselhamento cristão na área da sexualidade humana há mais de 20 anos; formada em Direito e Psicologia; é autora dos livros Uma Fera em Busca de Sentido e Aconselhamento Cristãos em Luta com a Homossexualidade. Em produção, sua terceira obra voltada às temáticas sexuais, agora, dependência e codependência emocional.

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