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segunda-feira, 17 maio 2021

Polêmica: “Passaporte de vacina” em igrejas do Reino Unido

Mais de 1.200 líderes cristãos repudiam a exigência de ‘passaporte de vacina’ em igrejas. Uma carta aberta foi enviada ao primeiro-ministro britânico, Boris Johnson

No Reino Unido, as medidas tomadas pelas autoridades para combater a pandemia de covid-19 tem dado o que falar e até gerado polêmica. Agora, com a proposta do “passaporte da vacina”, mais de 1.200 líderes cristãos se opuseram ao que o país está propondo.

A polêmica começou com a ideia de exigir dos cidadãos um “passaporte de vacina” para permitir o acesso a eventos públicos como entrada em teatros, festas, incluindo as igrejas, e para permitir o relaxamento do distanciamento social em determinados locais.

Diante da afirmação de que esse pedido estava sendo estudado, oficialmente conhecido como “status covid”, os líderes cristãos rapidamente fizeram um discurso e enviaram uma carta aberta ao primeiro-ministro britânico Boris Johnson, rejeitando a proposta.

Comprovante de vacinação e “coerção imoral”

Para os signatários, a ideia de exigir um comprovante de vacinação estabelece um “estado de vigilância”. Além de representar uma forma de “coerção imoral”, as autoridades também exercem controle total sobre o ritmo da população.

Ao mesmo tempo, uma entidade civil de vigilância das liberdades individuais civis também protestou contra o “passaporte da vacina”, preocupados que sua imposição a terceiros levará ao estabelecimento de uma “sociedade de duas camadas”, com mais direitos do que outras

“Este esquema tem o potencial de acabar com a democracia liberal como a conhecemos e de criar um estado de vigilância no qual o governo usa a tecnologia para controlar certos aspectos da vida dos cidadãos. Como tal, esta constitui uma das propostas políticas mais perigosas já feitas na história da política britânica”, diz um trecho da carta aberta enviada ao primeiro-ministro.

Pressão dos líderes

A pressão dos líderes cristãos britânicos tende a ganhar corpo, uma vez que os signatários estimulam, na carta, os demais “líderes em igrejas de organizações cristãs” do Reino Unido a assinarem o documento, enviando cópias indo ao primeiro-ministro, líderes dos governos regionais e todos os parlamentares.

Em resposta, o governo do Reino Unido tentou acalmar a população. “Estamos considerando uma série de evidências em torno da certificação do status Covid e se ela pode ter um papel na abertura de ambientes de maior risco com segurança. A revisão está em andamento e nenhuma decisão foi tomada”.

*Com informações de BBC News

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