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segunda-feira, 6 dezembro 2021

Pandemia é mais um fator para aumentar o estresse no trânsito

Para quem trabalha ao volante, o olhar precisa ser mais cuidadoso. Possíveis reações provocadas por este mal exigem ainda mais cautela ao trafegar atualmente pelas ruas e avenidas

Considerado o mal do século, o estresse atinge em algum nível aproximadamente 90% das pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, cerca de 72% dos profissionais lidam com alguma consequência relacionada ao problema, segundo estudo de 2019 da Isma-BR, que representa a International Stress Management. Quando essa proporção é levada para o trânsito, a preocupação é grande. Afinal, as reações físicas e emocionais podem desencadear discussões, brigas e acidentes.

Possíveis reações provocadas por este mal exigem ainda mais cautela ao trafegar atualmente pelas ruas e avenidas, em um contexto onde intolerâncias podem ser agravadas devido ao atual cenário mundial com o Covid-19, juntamente com crise econômica e desemprego. Para quem trabalha ao volante, o olhar precisa ser mais cuidadoso.

Em um levantamento de 2017, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) traçou o perfil do motorista de ônibus urbano. Na ocasião, foram entrevistados 1.055 profissionais em 12 estados. Do total, 57% apontaram que a profissão é desgastante, estressante ou fisicamente cansativa.

Causas

Psicóloga do trânsito e coordenadora do grupo de estudos de psicologia e comportamento humano do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), Bianca Cruz afirma que a profissão de motorista é considerada uma das principais geradoras de estresse.

“Isso se deve a fatores, como: congestionamento constante, excessiva carga horária, pressão para a produção, disputa pelo espaço público e tempo, imprevisibilidade financeira, divisão de atenção entre a rota que será percorrida e a atividade de dirigir, excesso de ruídos, entre outros fatores”, frisa.

De acordo com a especialista, a responsabilidade em transportar outras pessoas também faz parte da lista, que ainda tem outro agravante: a pandemia. “Os motoristas precisaram redobrar os cuidados de higiene, considerando as recomendações preconizadas pelo Ministério da Saúde. Essa situação pode desencadear um conflito na medida em que os passageiros insistem em se recusar a adotar os protocolos de higiene solicitados e reagem com rispidez”, pontua.

Busca por soluções

Quando falamos de transporte por app, o estresse pode transbordar tanto no contato com outros condutores quanto na relação entre motorista parceiro e passageiros. Por isso, as empresas do setor atuam para melhorar o convívio, trabalhando na conscientização e orientação da sociedade.

Este é o caso da 99, que lançou o Guia da Comunidade 99, um documento que promove respeito e tolerância com dicas práticas para o dia a dia, incluindo orientações sobre gentileza e segurança no trânsito.

Outra iniciativa nesse sentido é a realização de cursos regulares de direção defensiva nas Casas 99 em todo o País. Além disso, os motoristas parceiros têm à disposição o treinamento online “Motorista de Respeito”.

A especialista também indica soluções práticas para lidar melhor com o estresse no trânsito. Para Bianca, é necessário estabelecer um intervalo de tempo entre o pensamento – que muitas vezes pede para ser grosseiro – e a ação – comportamento que pode ser o silêncio ou alguma resposta generosa que encerre qualquer discussão. “Quando existe esse tempo, geralmente há uma resolução de conflito eficaz. Um bom exercício para tal adesão é o movimento de inspirar e expirar”, diz. (Agência 99)

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