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terça-feira, 21 setembro 2021

“Palavras matam ou curam”, diz Luciano Subirá

“A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto” Provérbios 18.21

Por Marlon Max

Não se trata apenas de boa comunicação, nossas palavras têm o poder de curar e de ferir. Seja de forma intencional ou no calor do momento, a palavra proferida pode causar danos nos relacionamentos e pior, provocar o fim em alguns casos. A Bíblia é repleta de textos que instrui como falar e também incentiva a ouvir mais do que dizer.

Para algumas pessoas, ponderar as palavras é mais fácil. Ou elas já atingiram um nível de maturidade satisfatório e por isso não são movidas a falar e opinar sobre todos os assuntos, ou a pessoa tem um temperamento mais calmo. O pastor Luciano Subirá explica como as palavras podem machucar pessoas ou gerar frutos.

“A Bíblia diz que ‘da boca do justo jorra vida’, ou seja, palavras que vivificam, que comunicam vida espiritual e até mesmo emocional. Por outro lado, da boca do ímpio flui violência — palavras que ferem, que matam. De acordo com este texto, a violência no lar não é só física, mas também verbal. E pior: é uma característica do comportamento do ímpio”, destaca.

Foto: instagram

Subirá argumenta que o poder que cada pessoa tem com as palavras é muito maior do que imaginamos. O pastor justifica citando Provérbios 12.18. “Alguém há cuja tagarelice é como pontas de espada, mas a língua dos sábios é medicina”. Isto é uma pessoa que causa mal às outras com suas palavras, pode ser transformada e passar a curar pessoas, seja com palavras ou com a sabedoria que vem do silêncio.

“Há momentos em que o silêncio é a maior expressão de sabedoria. Falar com o coração irado ou exasperado nunca fará bem a ninguém, nem ao que fala. Na hora das emoções alteradas devemos reter as palavras, quando o espírito estiver sereno, ai é inteligente falar”, explica Subirá.

O caminho para compreender o que nossas palavras estão produzindo é sempre à luz da Palavra de Deus. Além disso, estar perto de pessoas que já são exemplos na forma que falam e ouvem estabelece um exemplo para ser seguido. De acordo com o pastor Luciano Subirá, essa transformação nas palavras não acontece imediatamente, por se tratar de um comportamento, mas é urgente que a busca por melhorar comece imediatamente e seja constante. Subirá também deixa um alerta aos casais.

“Depois de muitos anos de ministério pastoral e aconselhamento comecei a entender um pouco mais do porque as mulheres se queixam tanto com seus maridos sobre a forma de falar. A célebre frase ‘não é o quê você fala e sim como fala que incomoda’, repetida pelas esposas em todos os lugares, é mais do que uma grande coincidência. É um fato! A forma de falar tem sido um grande problema para os relacionamentos, especialmente a forma de falar dos maridos”, adverte.

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