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terça-feira, 7 abril, 2020

Paus e pedras podem machucar, palavras machucam ainda mais!

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“Palavras de morte” criam um legado. Por conseguirmos lembrar o real sentimento de dor emocional associado a essas palavras, temos uma ideia do poder que elas possuem.


“Paus e pedras podem quebrar meus ossos, mas palavras nunca irão me machucar!” é um ditado popular originado no período escravocrata nas Américas. Foi muito utilizado para transmitir a ideia de que era melhor receber insultos e chacotas do capataz, do que chibatadas de seu chicote. Com o passar do tempo, o provérbio acabou saindo do contexto da escravidão e inserido em um propósito cotidiano, onde, eventualmente, se tornou uma forma infantil de retrucar xingamentos e insultos – implicando que paus e pedras podem realmente machucar, mas palavras cruéis não. Entretanto, isso não é verdade!

Embora o provérbio possa ter sido verdade no contexto da escravidão, ele não se estende para a nossa vida emocional. Apenas volte atrás em algum momento de sua vida em que palavras cruéis e desmoralizantes foram direcionadas a você ou foram ditas sobre você. Essas são as chamadas “palavras de morte”, que criam um legado. Por conseguirmos lembrar o real sentimento de dor emocional associado a essas palavras, temos uma ideia do poder que elas possuem.

Quando falamos de criação dos filhos, palavras de morte podem prejudicar as crianças, sua autoimagem e seus sonhos. Pesquisadores descobriram que quanto mais próximo o relacionamento, maior o dano causado à criança quando a mesma ouve essas palavras negativas. Por conta de os pais estarem no lugar de mais alto grau de influência sobre os filhos, suas palavras podem ser usadas para o bem ou para a destruição. E tem mais: não apenas palavras exercem tal influência, mas também o tom de voz e a forma como o pai ou a mãe dirige seu olhar à criança.

Agora, contraste isso com a mensagem de vida comunicada em Filipenses 4.8, onde se lê: “Por fim, irmãos, quero lhes dizer só mais uma coisa. Concentrem-se em tudo que é verdadeiro, tudo que é nobre, tudo que é correto, tudo que é puro, tudo que é amável e tudo que é admirável. Pensem no que é excelente e digno de louvor” (NVT).

Hoje, sabemos que o padrão de palavras que os pais usam e as atitudes refletidas por essas palavras possuem um efeito passível de medição no comportamento da criança, e também um efeito cumulativo a longo prazo na disposição emocional dos filhos. Como pai e como mãe, suas palavras, entonações e atitudes definem a agenda emocional de sua casa e do dia de seus filhos. Pesquisas direcionadas ao estudo das emoções vêm crescendo por mais de uma década, medindo a sutil influência que as palavras exercem em nossa disposição emocional.

Em conteúdo divulgado no Ezine Articles, um diretório online para pesquisas, o pesquisador Farouk Radwan citou um estudo em que diferentes quebra-cabeças foram apresentados para dois grupos de participantes. Cada quebra-cabeça continha um número específico de palavras. No primeiro grupo, cada participante trabalhou com um quebra-cabeça de palavras virtuosas, tais como educação, calma e autocontrole. Já o quebra-cabeça do segundo grupo continha palavras como raiva, intolerância, grosseria e incompetência. Após cada pessoa terminar o teste, ela era levada a outro cômodo e instruída a preencher alguns documentos relacionados à pesquisa. De forma previamente planejada, a pessoa responsável por escrever os documentos e liberar os participantes era desorganizada, um pouco bruta e também dispersa, o que impedia os mesmos de saírem em tempo hábil.

Certifique-se de que suas palavras e atitudes estejam transmitindo a mensagem correta, uma mensagem que garanta aos seus filhos um legado de encorajamento

As respostas e reações dos participantes foram reveladoras. Os indivíduos do primeiro grupo, que foram expostos às palavras virtuosas, responderam educadamente à despreparada assistente, com empatia e calma. O segundo grupo, por outro lado, demonstrou com clareza a sua irritação e frustração com a situação, achando que a assistente os fazia perder tempo.

Diversos estudos similares (utilizando cenários levemente diferentes) apresentaram evidências consideráveis de que palavras e atitudes impressas em nossa mente possuem efeito direto e imediato em nossas emoções, em nosso humor e comportamento. Reflita sobre isso por um momento: o que acontece quando os padrões de hoje são multiplicados ao longo dos anos? O que acontece quando uma criança está constantemente exposta ao mesmo tipo de palavras ou observa uma exibição consistente da mesma atitude – positiva ou negativa? Qual “marca de humor” neurológico o cérebro adotará?

Ao que parece, Filipenses 4.8, juntamente com uma série de provérbios, dão evidências de um contexto neurológico para os pais refletirem. Faça disso um estilo de vida ao falar sobre “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é correto, tudo o que é puro, tudo o que é amável,” e sobre todos os elementos da vida que são excelentes e virtuosos.

É precisamente porque os pais são os modelos sempre presentes durante os anos de crescimento de seus filhos que os humores prevalentes e os padrões de fala exibidos pelo pai e pela mãe acabarão por se tornar a luz orientadora para as crianças. Certifique-se de que suas palavras e atitudes estejam transmitindo a mensagem correta, uma mensagem que garanta aos seus filhos um “legado de encorajamento”,  pois você sabe muito bem que quando palavras de encorajamento se calam, a dúvida pode facilmente se firmar.


Gary Ezzo é diretor executivo do ministério Growing Families International, organização que tem a finalidade de ajudar os pais a educarem os filhos de acordo com os princípios cristãos. Graduado pelo Seminário Teológico Tabot, serviu durante dez anos como pastor do ministério de famílias em Sun Valley, Califórnia (EUA). Ele e sua esposa, Anne Marie, produzem materiais para pais, os quais já foram traduzidos para 15 idiomas e utilizados por mais de 6 mil igrejas em 96 países.

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