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quarta-feira, 8 dezembro 2021

Os países que violam a liberdade religiosa no mundo

Além da Coreia do Norte, a China também está incluída na lista negra dos EUA, como um dos países que mais violam a liberdade religiosa no mundo

O Departamento de Estado dos EUA divulgou a lista dos dez países classificados como “países preocupantes” em relação às violações da liberdade religiosa. Entre eles estão: Burma, China, Eritreia, Irã, Nigéria, Coreia do Norte, Paquistão, Arábia Saudita, Tajiquistão e Turcomenistão.

A designação é dada pelos EUA sob a Lei de Liberdade Religiosa Internacional de 1998 para países que se envolvem em “violações sistemáticas, contínuas e flagrantes da falta de respeito à crença”.

Na lista encontram-se a China, que nos últimos meses intensificou a perseguição aos cristãos. No país, tem havido uma crescente interferência do estado em igrejas registradas e não registradas, com cruzes sendo removidas e prédios de igrejas sendo demolidos.

Na Nigéria, que foi acrescentada à lista negra da liberdade religiosa pela primeira vez, houve avisos de um genocídio em andamento após milhares de mortes nas mãos de Boko Haram e da Província do Estado Islâmico da África Ocidental.

No Paquistão, meninas cristãs estão sob crescente ameaça de abdução por homens muçulmanos para serem convertidas à força ao islamismo e casadas contra sua vontade.

“Nenhum país ou entidade deve ter permissão para perseguir as pessoas impunemente por causa de suas crenças”, disse o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, no Twitter.

Sanções

Os países que encontram-se na lista negra, segundo a lei americana, devem fazer melhorias ou enfrentar sanções, incluindo perdas de assistência do governo dos EUA. O Departamento de Estado do país descobriu que oito em cada dez pessoas em todo o mundo enfrentam restrições em relação a sua crença.

“Nossa defesa das comunidades religiosas no exterior ajuda a garantir a proteção e a prosperidade dos americanos em casa. A liberdade religiosa é nossa ‘primeira liberdade. Se isso estiver ausente, o terrorismo e a violência aumentam”, disse o Departamento de Estado em nota.

*Com informações de The Chrsitian Today e Deutsche Welle

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