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quarta-feira, 25 maio 2022

País deixará de ter maioria católica ainda este ano, dizem especialistas

Foto: Reprodução

Estudos apontam que o crescimento de evangélicos no Brasil cresce em grandes proporções ao longo das décadas

Por Patricia Scott

Especialistas afirmam que o Brasil está prestes a se tornar uma minoria católica ainda em 2022. Eles afirmam que o declínio do catolicismo no país e em toda América Latina é definitivo. As informações são de Francis X. Rocca, Luciana Magalhães e Samantha Pearson, jornalistas do Wall Street Journal, periódico diário especializado em economia.

“O Vaticano está perdendo o maior país católico do mundo – é uma perda enorme, irreversível”, ressaltou José Eustáquio Diniz Alves, um importante demógrafo brasileiro e pesquisador titular do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao WSJ. No ritmo atual, de acordo com o estudioso, os católicos representarão menos de 50% de todos os brasileiros até o início de julho.

Pesquisa do Instituto Datafolha, de 2020, aponta que a proporção de católicos no Brasil correspondia a 51%, enquanto o percentual de evangélicos cresceu para 31%. Já levatamento realizado pelo Latinobarómetro, um instituto de pesquisa com sede no Chile, os católicos, em 2018, já eram minoria em sete países da região, como Uruguai, República Dominicana e cinco na América Central.

A América Latina e o Caribe somam 41% dos católicos do mundo, conforme informação do Vaticano. Estudo do Pew Research Center aponta que 69% dos latino-americanos eram católicos em 2014, embora 84% tivessem sido criados na Igreja Católica. Enquanto isso, 19% dos latino-americanos se identificaram como protestantes. Destes, 65% afirmaram ser pentecostais.

O número de pentecostais no Brasil, entre 1970 e 2020, avançou de 6,8 milhões para 46,7 milhões, conforme dados do World Christian Database. Na Guatemala, eles cresceram mais de dez vezes, de menos de 196.000 para 2,9 milhões.

Já a pesquisa Pew, realizada em 2014, aponta que a maioria dos ex-católicos na América Latina mudou de fé por buscarem uma relação mais íntima com o Senhor. Essa colocação foi citada por 81% dos entrevistados. Ou seja, quase seis em cada 10 afirmaram que abandonaram o catolicismo por terem encontrado “uma igreja que ajuda mais os membros”.

Com informações The Tablet

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