Prefeito negou favorecer uma crença específica no réveillon carioca e lembrou que a música gospel foi recentemente reconhecida como patrimônio cultural nacional
Por Patricia Scott
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou na última terça-feira (30) que a criação de um palco dedicado à música gospel durante o réveillon da cidade não configura intolerância religiosa. A estrutura fez parte do conjunto de 13 palcos montados para a virada do ano e se tornou alvo de questionamentos, levando o Ministério Público Federal (MPF) a abrir apuração para verificar se houve eventual privilégio a uma religião na organização do evento.
Segundo Paes, a decisão teve como objetivo ampliar o alcance das comemorações oficiais, incluindo públicos que historicamente não participavam da festa em Copacabana. Ele destacou que a população cristã representa uma parcela expressiva dos moradores da cidade e defendeu que esse grupo também tenha espaço na programação cultural do réveillon, ao lado de outras manifestações religiosas e musicais.
O prefeito ressaltou ainda que o debate em torno do palco gospel acabou, em sua avaliação, assumindo contornos de preconceito contra um gênero musical específico. Paes lembrou que a música gospel foi recentemente reconhecida como patrimônio cultural nacional e afirmou que seus apreciadores têm o direito de se ver representados em grandes eventos públicos promovidos pelo poder municipal.
O chefe do Executivo carioca negou qualquer tipo de priorização de crença. Ele afirmou que sua gestão mantém uma postura de apoio à diversidade religiosa e de enfrentamento a práticas discriminatórias, especialmente contra religiões de matriz africana, frequentemente alvo de intolerância no estado.
Por fim, Paes defendeu que o réveillon do Rio sempre reflita o pluralismo cultural e religioso característico da cidade. Para ele, a convivência entre diferentes expressões de fé e manifestações culturais durante a festa simboliza o sincretismo brasileiro e não deve ser interpretada como exclusão ou privilégio, mas como ampliação do acesso e da representatividade nos eventos públicos.
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