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terça-feira, 9 agosto 2022

Os Sete Pilares da Sabedoria

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Há algum tempo, eu frequentava as rodas de diálogo sobre o tema da “responsabilidade social”. No fundo, esse assunto é muito comum no segundo setor, o segmento das instituições lucrativas, as empresas, sobretudo aquelas que estão mais alinhadas com a tarefa da transformação social ou com o intuito de querer acalmar a má consciência de algumas de suas atividades que produzem algum tipo de dano social e ou ambiental. Minha forma de pensar foi migrando paras as questões da sustentabilidade, mas esbarrei num foco muito mais de caráter ambiental e considerei que não daria conta desse assunto, até por defender que não há um tripé da sustentabilidade, o Triple BottomLine como chamam as organizações. Eu penso que a sustentabilidade está sobre um só elemento, o homem, o único ente capaz de, conscientemente, construir, manter ou destruir o planeta. Finalmente, optei por meditar na sustentabilidade apenas com o foco no homem e passei a avaliar isso como sociossustentabilidade. Penso que, se construirmos um belo e vasto Jardim do Éden, no planeta Terra, e não sermos uma boa equipe de jardineiros, acabaremos por sucumbir, todos, sem deixar um belo legado. Não me arrependo de ter feito essa opção.

Quando olhamos para o Brasil de hoje, nos sentimos como destruidores do belo e lindo jardim no qual o Senhor nos plantou. Vivemos um momento extremamente crítico, praticamente em todas as áreas do conhecimento, sobretudo naquelas que mais tocam o dia a dia da população brasileira. Precisamos fechar esse ciclo vergonhoso, passar o Brasil a limpo, inclusive a forma como o cristianismo está sendo praticado, e descobrir [de novo] o Brasil. Num ambiente nacional em que as instituições estão sub judice, a Igreja tem que repensar o seu papel transformador. Há promessas para um país próspero e abençoado, celeiro do mundo, celeiro de missionários, mas temos que conectar as “promessas de Deus para o Brasil” com os “atos da Igreja Cristã”. O ambiente de um cristianismo na ordem de 90% da população não pode conviver com o ambiente cujo retrato é o que vemos, todos os dias, nos telejornais, na web, nas ruas. O cristianismo transformador deve anunciar que o Reino de Deus chegou e que a Transformação já começou.

A Palavra de Deus nos diz, em Provérbios 9, sobre os pilares da sabedoria. Em minhas pesquisas, acabei por descobrir um livro, escrito por T. E. Lawrence, mais conhecido como Lawrence da Arábia, cujo título é “Sete Colunas da Sabedoria”. Com base nisso, considero que precisamos lançar novas bases sobre a nossa nação. Isso é um chamado para todos os cristãos brasileiros.

Se optarmos pelo imediatismo das ações, poderemos acabar atirando para todo o lado e não conseguir ver um Brasil transformado. Precisamos de um novo modelo, um modelo baseado na principal das leis, as Leis dos Céus, algo que traga um tipo de sabedoria que produza vida sustentável, comportamentos sustentáveis, atitudes sustentáveis. Em Tiago 3.17, lemos sobre algo que poderia nos ajudar na construção de um novo projeto para o Brasil: A Sabedoria que vem do alto. Esse modelo de saber está assim qualificado: Pureza, Paz, Indulgente, Tratável, Misericordiosa e de Bons Frutos, Imparcial e Sem Fingimento. Há muitas ideias malucas acerca de como olhar o Brasil, do que fazer com o Brasil, de como viver no Brasil, mas, enquanto Igreja Cristã, como podemos influenciar, sob os valores cristãos, para a transformação nacional, para um Brasil diferente para nós mesmos, para os nossos filhos, para as futuras gerações.

Nisso pensai

João Carlos Marins é pastor e Especialista no tema “responsabilidade social”

 

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