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sábado, 4 julho, 2020

Os perigos da erotização precoce

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A infância é a fase de formação do ser humano. Contudo, no momento atual, maquiagens excessivas, trajes sedutores, namoros precoces e acesso a conteúdos de mídia secular repletos de apelos à sensualidade têm sido cada vez mais responsáveis pela erotização precoce.

Os estímulos indevidos estão por toda parte. Não é difícil notar que as crianças não estão mais usando as roupas próprias de sua faixa etária, mas se vestem como pequenos adultos.
Para especialistas, tal quadro é identificado como “adultalização”, um fenômeno que, na maior parte das vezes, os pais nem percebem que estão incentivando. É o que explica o pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Resplendor, Minas Gerais, reverendo Ângelo Vieira da Silva. Mestre em Ciências das Religiões e bacharel em Teologia, ele tem estudado o assunto profundamente.

“A ‘adultalização’ é atividade que pode alterar a infância. Notem que as roupas de meninos e meninas, por exemplo, não correspondem mais à infância, mas a miniaturas de peças dos adultos. Para que tal processo seja desacelerado, primeiramente, os pais necessitam de intervenção. São eles os agentes responsáveis pelo comportamento dos filhos. Devem reconhecer o problema. Necessitam acreditar em muitos exageros que são sobrepostos aos seus filhos. E, evidentemente, devem decidir mudar suas posturas de educação e disciplina quando estas conflitam com uma infância normal e sadia”, destaca.

O alerta também vem do procurador da República e membro da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure) Guilherme Schelb. Como já foi promotor de Justiça da Infância em Brasília e hoje trabalha no projeto Proteger, o especialista tem mais de 20 anos de conhecimento nessa área e lembra que criança não é adulto pequeno.

“É preciso que os pais tenham consciência. Se os filhos pequenos assistem diariamente a programas de televisão abusivos, inclusive propagandas, com conteúdo erótico ou impróprio, há um estímulo indevido. Conheço cristãos que permitem que seus filhos menores assistam livremente à programação noturna, onde cenas de sexo ou violência são frequentes”, ressalta.

Cuidado na escola
O jurista Guilherme Schelb também pede atenção para os ensinamentos que são dados nas escolas, salientando que os pais devem exigir que a formação moral construída em casa seja respeitada. “Nas escolas, é preciso orientar professores e direção quanto aos direitos da família na formação moral dos filhos. A Constituição (art. 227) e o Código Civil (art. 1.634) garantem aos pais o direito de dirigir a formação moral dos filhos. Quem desrespeitar esse direito da família pode ser processado, inclusive por danos morais, na Justiça de Pequenas Causas. É preciso informar professores e famílias sobre seus direitos e deveres nessa questão”, explicou.


Ele informa que a erotização precoce da infância, um fenômeno não espontâneo, está discutido em seu livro ‘Eros e Civilização’:  “Nos anos 1950 esse movimento ganhou força quando o socialista Herbert Marcuse propôs a liberação sexual como meio para, em suas palavras, ‘destruir a família monogâmica tradicional’”, falou.

Ainda segundo Guilherme Schelb, a erotização e a pornografia infanto-juvenis são utilizadas como instrumento de reengenharia psicológica e social nessa fase da vida, para “quebrar tabus”. “Essa estratégia está em plena implantação no Brasil através da inserção de material didático sobre sexualidade. Um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional propõe autorizar crianças a ‘mudar de sexo’, até mesmo contra a vontade dos pais”, acrescenta.
A questão é motivo de alerta para os especialistas que trabalham com essa faixa etária nas igrejas. Para eles, é perceptível que a precocidade sexual tem chegado, principalmente, às crianças que estão entrando na adolescência.

Orientação na Palavra
A maior estratégia que os pais precisam aplicar com os filhos é a comunicação saudável. É necessário apresentar para os mais jovens aquilo que, mediante a Palavra de Deus, não é correto, e o caminho para viver em Santidade quando estamos em Cristo.

A igreja é um ótimo canal de apoio em relação a isso. Ministérios de Juventude, com líderes capacitados e pastores que andam lado a lado com o adolescente cristão, ajudam o jovem a se sentir mais encorajado a abraçar uma experiência de santidade, pois lhe é demonstrado, dia após dia, e em conversas discipuladoras e testemunhos, os benefícios de vida cristã, a partir da Palavra de Deus, como explica a psicóloga da Missão Praia da Costa, Renata de Ávila Caiaffa Bastos.

“Além dos ministérios, a igreja pode investir em congressos, cursos e palestras tanto para os pais quanto para os adolescentes acerca desse tema. Vale ressaltar que a presença e o apoio dos responsáveis para com o filho em todas as atividades realizada por eles é um motivacional extra e muito valoroso para ele. Dessa forma, ele se sente escutado, acolhido e acompanhado”.

Psicóloga da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Ellen Camargo acredita que a figura dos pais ou dos cuidadores e a maneira como estes vão apresentar o mundo darão forma ao comportamento das crianças e contribuirão ou não para um desenvolvimento saudável.
“Uma maneira não sadia é a exposição na infância a conteúdos inapropriados para sua faixa etária, que pode criar a erotização infantil. O contato com um ambiente vulnerabilizador faz com que essa criança desperte muito cedo para a sexualidade. Como cristãos, ainda devemos ressaltar trechos da Palavra de Deus.
Em Provérbios 22:6, Deus fala ‘Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele’. Para um pai ensinar ‘no caminho’, ele deve estar junto, observando, ensinando, percebendo. Ele ensina ‘no’ e não apenas ‘o’ caminho. Assim, estará atento às mudanças de comportamento, às inquietações, e dialogará a cada momento”, salienta.

Também lembrando a Palavra, o capelão da Universidade Presbiteriana Mackenzie, reverendo José Carlos Piacente, destaca Deuteronômio 6 como o trecho bíblico com grandes lições para os pais que querem orientar bem seus filhos nesse sentido. “Os pais precisam acompanhar o que os filhos estão, ouvindo e vendo, o que estão aprendendo nas escolas, com quem conversam. Tragam os amigos dos filhos para suas casas, isso vai fazer com que você esteja em sintonia com eles. O pai e a mãe não receberam de Deus autoridade de ditadores, e não podemos criar nossos filhos como objetos, mas andando juntos, com orientação. Um pai tem que ensinar seu filho a ver nele um exemplo; se quer um filho saudável, tem que ajudá-lo a temer a Deus”, defende o reverendo.

Não é difícil encontrar pais que relatem casos em que os filhos os deixam numa saia justa ao fazerem perguntas quando se deparam com situações de erotização na televisão, na internet ou na escola. Assim aconteceu com Polyanna Spínola Dias, membro do Ministério Apascentar de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, que se assustou com os primeiros questionamentos do filho de 5 anos sobre o assunto. Hoje, a mãe conseguiu encontrar um método para orientá-lo: ele mesmo já sabe o que pode e o que não pode ver na televisão. Para Polyanna, deixar crianças assistindo à TV sozinhas, mesmo que programas infantis, está difícil.

“Assim que lançaram uma propaganda de preservativo com a cantora secular Anitta, eu estava com meu esposo e meu filho na sala vendo telejornal. De repente, entrou o vídeo, e apareceram as pessoas sendo chamadas ao sexo – qualquer adulto entende isso. Só que eu estava conversando com meu esposo e não percebi a propaganda. Ao passar a Anitta se jogando na cama, meu filho virou para nós e disse: ‘Mãe, aquela mulher tem um peitão’. Eu olhei para o meu esposo espantada e disse: ‘O quê?’.  Chamei meu filho e conversei explicando que a moça foi contratada para fazer propaganda de um produto (não expliquei o que era) e que as meninas que amam a Jesus não se vestem assim. Já que o que chamou a atenção dele foi o seio, me contive em falar sobre roupas. Ele me perguntou sobre beijo na boca, e eu disse que só o papai beijava na boca da mamãe, e que quando ele crescesse também iria se casar.  Eu também disse que a mamãe só namora o papai. E ele se deu por satisfeito ali naquele momento. Mas eu suei frio com as perguntas”, conta.

A partir daí, se a vigilância era grande, ela continuou a monitorar ainda mais. “Aqui em casa, quando meu filho vai assistir a desenho, monitoro o que ele vê. Nas casas da minha mãe e da minha sogra, elas já sabem, eu tenho uma lista de desenhos proibidos. Outra coisa que sempre faço com ele é orar e ungir a mente dele. Eu e meu esposo pedimos que Deus o esconda. Muitos são os ataques. Satanás não está brincando. Ele quer corromper nossos filhos. E nós temos que agir de forma sábia, com as armas espirituais que temos, elas são poderosas e eficazes”, ressalta.

Glauciene Garcia Almeida é membro da Assembleia de Deus e tem uma filha de 11 anos, que já faz perguntas relacionadas a namoro, principalmente porque já tem visto colegas envolvidos nesse tipo de relacionamento. “Ela me diz que não quer namorar agora, mas tenho a preocupação de conversar e se ela vai me contar quando acontecer. Quero que ela tenha confiança para me falar sobre o que tem dúvida, quero ser a melhor amiga dela, mas sei que não é fácil, porque o mundo está aí para tentar tirá-la do caminho, mas confio muito nela”, destaca.

Dessa forma, o mais importante é sempre lembrar que os pais devem estar atentos a tudo que os filhos fazem, de maneira amigável, assim como o reverendo José Carlos Piacente recomenda: juntos e com orientação para que tudo acontece a seu tempo.

A matéria acima é uma republicação da Revista Comunhão. Fatos, comentários e opiniões contidos no texto se referem à época em que a matéria foi escrita

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