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segunda-feira, 20 setembro 2021

Os dez mandamentos – fato histórico ou regra de conduta para o cristão?

Os Dez Mandamentos da Lei de Deus refletem o moral e o espiritual, provando que estes têm sua fonte e valor eterno no Criador

Os Dez Mandamentos de Deus nos foram colocados por Ele como ferramentas para tornar nossa vida feliz e agradável aos Seus olhos. Eles não resultam de um capricho divino, mas do cuidado do Senhor para conosco. Por isso, é necessário que valorizemos os Dez Mandamentos como imperativos absolutos de Deus para nós hoje e que sigamos esses princípios na sua letra e no seu espírito.

Numa rápida enquete feita por Comunhão com pessoas que transitavam pelo Centro
de Vitória, num sábado à tarde, a conclusão já esperada: ninguém soube relacionar quais são os Dez Mandamentos, descritos no Velho Testamento. Essa confusão ou desconhecimento não é obra do acaso, e aponta uma realidade: a do afastamento do homem de Deus e Seus princípios.

E nossa sociedade sofre com isso. Percebemos o impacto que ela reflete ao deparar com o crescente aumento da violência, da desobediência dos filhos, do adultério, da falsidade entre as pessoas, do apego ao que é material etc.

Você já parou para refletir sobre, como seria nossa sociedade se as pessoas cumprissem o que Deus determinou em Êxodo 20:1-17 (repetido em Deuteronômio 5:7-21)?

Os Dez Mandamentos

Durante o êxodo, a Bíblia relata que depois da travessia do mar Vermelho, os israelitas vagaram durante 40 anos no deserto. No alto do monte Sinai, Deus revelou-se a Moisés, que recebeu as “Tábuas da Lei”, os Dez Mandamentos gravados em duas tábuas de pedra.

Nas quatro décadas da caminhada no deserto Deus falou diretamente com Moisés (Ex 14:15) e deu todas as leis a serem seguidas por Seu “povo eleito”: os Dez Mandamentos, o conjunto de leis sociais e penais, as regras dos alimentos, os direitos sobre propriedades. Tudo foi transmitido por Deus a Moisés, que retransmitia cada palavra ao povo que o seguia.

Ao revelar-se para Moisés, Deus estabelecia uma aliança com os filhos de Israel, que, mesmo assim, desviaram-se da crença em um único Deus, adorando um bezerro de ouro, enquanto Moisés dialogava com Deus no alto do monte Sinai. Os Dez Mandamentos da Lei de Deus refletem o moral e o espiritual, provando que estes têm sua fonte e valor eterno no Criador. São eles:

1. Não terás outros deuses diante de mim;

2. Não farás para ti imagem de escultura, não te curvarás a elas, nem as servirás;

3. Não pronunciarás o nome do Senhor teu Deus em vão;

4. Lembra-te do dia do sábado para o santificar. Seis dias trabalharás, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus, não farás nenhuma obra;

5. Honra o teu pai e tua mãe;

6. Não matarás;

7. Não adulterarás;

8. Não furtarás;

9. Não dirás falso testemunho, não mentirás;

10. Não cobiçarás a mulher do próximo, nem a sua casa e seus bens.

É interessante observar que os Dez Mandamentos têm sido envelhecidos pelo desinteresse e pelo descaso.

“Deste processo têm participado até pessoas bem intencionadas, que proclamam que as duas tábuas de pedra foram substituídas pelas duas tábuas de madeira levantadas no Calvário, como se a graça abolisse a Lei. Os Dez Mandamentos são preceitos antigos. Antigos, mas escritos pelo dedo de Deus”, falou o Pr. Israel Belo de Azevedo, da Igreja Batista Itacuruçá e professor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (RJ).

O código de comportamento de todo cristão, que deveria ser o de toda a sociedade, está consubstanciado nesses dez itens. Desconhecê-los significa uma perda na compreensão do que é a liberdade humana, do que significa a liberdade do espírito, e como essa liberdade deve ser mantida. Por isso, nunca é demais destacá-los, ainda mais numa época como a nossa, em que as pessoas encontram-se tão longe de Deus.

Israel-Belo
Para o pastor Israel Belo de Azevedo, os Dez Mandamentos são preceitos antigos, mas escritos pelo dedo de Deus. Foto: Arquivo pessoal

Segundo o Pr. Israel Belo, os Dez Mandamentos são uma espécie de núcleo da Lei de Deus. “Há um sem-número de outros mandamentos, chamados de estatutos ou preceitos, como a magistral lista que aparece em Levítico 19. De qualquer forma, todos os demais decorrem dos Dez Mandamentos e desembocam neles.

Alguns desses outros mandamentos são transitórios, porque referentes a circunstâncias específicas de uma época. Mesmo nesses casos, há princípios universais e atemporais neles subjacentes. Jesus sintetizou ainda mais a Lei, ao tomar dois mandamentos, registrados em Deuteronômio e Levítico, como sendo o núcleo do núcleo.

Ele ensinou que os dois mandamentos principais são: primeiro, ‘Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças’. (Mc 12:30; Dt 6:5); e, segundo: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’ (Mc 12:31; Lv 19:18). Ao fazer estes destaques, o Mestre pôs em evidência que os Dez Mandamentos estão organizados em duas seções, com a primeira arrolando os quatro mandamentos relacionados ao amor a Deus (mandamentos 1 a 4), e a segunda indicando os preceitos relacionados ao amor ao próximo (mandamentos 5 a 10)”.

Honra teu pai e tua mãe Segundo o “Comentário Bíblico do Professor”, de Lawrence Richards, Editora Vida, os mandamentos revelam a proteção da saúde do
relacionamento entre o ser humano e Deus e a proteção da saúde do relacionamento entre o ser humano e seu próximo. Observando-os em detalhes, muitos crentes encontram dificuldades no quesito obediência aos mandamentos, não apenas por sua antiguidade, mas, especialmente, por sua “radicalidade”. Imagine, então, em se tratando daqueles que não conhecem a Deus.

Cada um dos mandamentos exige profunda reflexão da parte de cada um de nós, reflexão que os atualize não no significado apenas, mas na amplitude de suas negações contemporâneas. Em outras palavras, precisamos ver de que modo nós estamos negando as suas exigências, e a necessidade que temos de os vivenciar.

Não terás outros deuses Deus exige lealdade exclusiva. Para o Pr. Israel Belo, nossa dificuldade, em relação a este mandamento, é que nós queremos nos relacionar com o relativo, nunca com o absoluto, pelo preço que o relacionamento com o absoluto implica. “O relativo não nos incomoda, nem nos muda. Nós queremos seguir os deuses segundo nossos próprios interesses. No entanto, Deus nos pede que nos envolvamos com Ele.

Precisamos, então, lembrar que a autoridade de Deus para conosco decorre do seu caráter, mas também do seu amor. Ele é o nosso Senhor por direito adquirido”.

Não farás imagem esculpida Várias religiões idólatras atuam em todo o mundo. Algumas delas foram levantadas na série Religiões, retratada por Comunhão, como o hinduísmo, o budismo, o catolicismo. Diante dessa disseminação, percebemos o quanto inúmeras pessoas estão afastadas do Deus Criador que determinou que somente a Ele devemos adorar.

O desafio deste mandamento é que devemos corresponder à Palavra e ao Espírito de um Deus invisível. Deus não tolerará que Seu povo adore ídolos – imagens esculpidas de homens, animais ou qualquer outra coisa. Assim, tudo aquilo que permitirmos ficar entre nós e nosso Deus é tecnicamente um ídolo, porque damos ao ídolo o amor e a devoção que são devidos a Deus.

Nenhuma representação pode se antepor entre a criação e o Criador. Se queremos adorar a Deus, temos que manter o seu caráter de invisível, embora perceptível; de inefável, embora disponível; de transcendente, embora tocável pelos olhos da fé.

“É próprio das culturas populares, em todas as épocas, representarem a Deus. O cristianismo incorreu neste erro, ao permitir, a partir do século VIII, a introdução nos templos de representações (imagens) dos santos, apresentados como intermediários entre os homens e Deus. Ao fazê-lo, o cristianismo levou cristãos a quebrarem o primeiro mandamento, ao admitirem lealdade, mesmo que secundária, a pessoas criadas, como também o segundo, ao facilitarem a fé por parte das pessoas, a partir de lembranças mais visíveis do que há em cima nos céus (Ex 20.4). A ordem divina é absoluta e clara”, falou o Pr. Israel Belo.

Não pronunciarás em vão o nome do teu Deus Um dos nomes pelo qual nosso Deus é chamado é Javé, que significa “aquele que está sempre presente”. Usar esse nome em vão significa considerá-lo vazio de importância, ou seja, negar ou duvidar de sua presença e seu poder.

Segundo o pr. Israel Belo, o povo hebreu levou tão a sério a proibição de não falar o nome de Deus em vão que acabou não O proferindo mais. O resultado é que desde a destruição do primeiro templo, no século 6 a.C., ninguém mais sabe sua pronúncia correta do nome de Deus. “Não temos sido assim tão zelosos.

Muitos têm portado (proferido, carregado, mencionado) o nome de Deus apenas da boca
para fora. Alguns fazem até juramentos em nome de Deus, embora sem a intenção de o
cumprir. Para outros, Deus virou uma espécie de amuleto de proteção”. Diante desse mandamento, não devemos brincar com o nome de Deus. Não devemos prometer orar se não vamos orar. Não devemos pôr Deus em nossas conversas, se Ele não estiver em nossos corações.

Kemuel Sotero
Foto: Assembleia Legislativa do Espírito Santo

O pastor Kemuel Sotero destaca que tomar o nome de Deus em vão é algo mais amplo. “Se temos uma dedicação a Deus mentirosa, atribuindo a Ele fatos que nada lhe dizem respeito, fazendo-nos representantes d’Ele objetivando nossos próprios interesses, desobedecemos este mandamento, pois o nome do Senhor não deve
ser usado indevidamente”.

Trabalharás durante seis dias, o sétimo guardarás O dia de descanso honra o Senhor e foi criado para beneficiar o povo de Deus no Antigo Testamento. Guardar o sábado significava lembrar-se de Deus. Deus nos pede para trabalhar seis dos sete dias da semana. Em nossa cultura atual, muitos trabalham cinco dos sete dias.

“O quarto mandamento é, então, além de um convite à saúde, uma advertência em
torno de nossas limitações. É também um libelo contra o capitalismo contemporâneo
que abre shoppings aos domingos e obriga os empregados a estar lá, mesmo contra a sua vontade”, diz o pastor Israel. Devemos, portanto, nos lembrar disso: se Deus parou, nós também podemos e devemos parar. Podemos e devemos parar para dedicar mais tempo à Sua adoração. Podemos e devemos parar para dedicar mais ao tempo ao serviço voluntário, por meio da Igreja e fora da Igreja.

Honra teu pai e tua mãe O respeito aos pais conduz ao conhecimento de Deus. Neste mandamento, o Senhor nos mostra a importância do trato dos filhos com os pais por saber que o natural em nós é não obedecermos a ninguém, inclusive a nossos pais. Quem mais sofre com essa desobediência é o filho e também a sociedade. Quantos casos de rebeldia e violência entre famílias temos presenciado hoje e que têm feito tantas pessoas infelizes?

O custo-benefício da obediência é maior que o preço da desobediência. O quinto mandamento não estabelece as condições para esta honra, e mesmo pais intransigentes, negligentes com os filhos merecem o cuidado e afeto deles. Deus quer que seja assim. Este mandamento chama nossa atenção para o papel dos pais e dos filhos no conceito familiar.

As responsabilidades dos pais são muitas, entre elas, amar, disciplinar, ensinar, prover.
Muitos jovens têm a ideia de que obedecer e serem submissos a seus pais é humilhante, um tipo de restrição auto imposta, que os limita.

A vida de um jovem não será atrapalhada nem dificultada se seguirem os conselhos de
pais tementes a Deus. Jesus obedeceu a seus pais terrenos até os 30 anos de idade, até o dia que deixou sua casa para cumprir a missão lhe dada por Deus.

Não matarás

O direito de cada ser humano à vida é protegido; todo ato que roube a vida de alguém é
abominado pelo Senhor. No entanto, a eliminação física do adversário tem sido uma prática ao longo dos tempos, começando com a história de Caim e Abel. Ambos irmãos ofereciam sacrifícios a Deus, mas Caim oferecia o pior, enquanto Abel oferecia a Deus os melhores cordeiros do rebanho. Por isso, o sacrifício de Caim não subia ao céu, enquanto que o de Abel era agradável a Deus e subia ao céu.

Caim sentiu inveja de seu irmão, convidou-o a passear pelo campo e, com uma queixada de animal, o matou. Deus amaldiçoou Caim por ter derramado o sangue de um homem inocente. O sangue inocente grita vingança ante Deus, e Caim viveu errante durante o resto de sua vida, cheio de remorsos. O quinto mandamento não só ordena não matar, mas também proíbe as brigas, agressões, invejas e, sobretudo, ordena o respeito e o cuidado com a vida humana, que é um dom de Deus.

A vida humana é algo sagrado, desde seu início é fruto da ação criadora de Deus e
sempre mantém esta especial relação com o Criador, origem e término de nossa existência. Só Deus é o senhor da vida desde o princípio até o fim; o ser humano não é mais do que administrador, e deve cuidar da própria vida e da de seus semelhantes.

O Pr. Israel Belo Azevedo traz à memória que presenciamos, no decorrer da história
humana, que os maiores assassinos são os governos. “Quando um governo não provê saúde e permite que morram crianças que podiam ser salvas, dentro ou fora dos hospitais, ele mata. Um estado, por exemplo, mata quando opta por um regime econômico que exclui parte da sociedade do acesso aos bens básicos como moradia e alimento, conquistados por meio do trabalho ou disponiblizados através de programas de assistência. Por esta razão, o sexto mandamento permanece como o ideal de Deus para a humanidade”, falou o pastor, que é também doutor em Filosofia.

Não cometerás adultério

O valor da fidelidade no compromisso pessoal é enfatizado nesse mandamento. Ele nos lembra que o sexo não é uma função animal, mas a expressão do compromisso profundo entre o homem e a mulher. Adultério é traição, infidelidade, ruptura de
uma aliança, de um compromisso assumido. Para resguardar a boa ordem e harmonia das relações sociais, a infidelidade no seio da família era inadmissível.

O adultério era considerado um crime tão grave que era punido com o apedrejamento. Basta lembrar a cena da mulher adúltera, arrastada diante de Jesus para que ele proferisse a sentença. Jesus disse que “todo aquele que olhar para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração” (Mt 5:27- 28). Mesmo que nossa sociedade tenha aberto precedentes para a traição, criando novos mandamentos como “não adulterarás, a menos que teu cônjuge o tenha traído primeiro. Neste caso, estás liberado para fazer o que foi feito contigo”, ou “não adulterarás, a menos que teu cônjuge já não o satisfaça”, vemos que essa proibição permanece intocada na Bíblia.

Podemos tentar manipular o dedo de Deus, mas Ele ainda não alterou o que escreveu.
Assim, adultério é adultério, não importam as motivações, as razões, as justificativas, as
interpretações. Hoje presenciamos o número crescente de divórcios, traições no casamento e falta de compromisso, mas Deus tem a receita para o casamento feliz, e um desses ingredientes é a fidelidade.

Não roubarás

Este mandamento prescreve a prática da justiça e do amor na administração dos bens
terrenos e dos frutos do trabalho humano. O respeito ao próximo é estendido às suas
posses. Não podemos usar as pessoas para obter lucro indevidamente. O roubo é a
usurpação de um bem de outrem contra a vontade do proprietário.

Nossa sociedade presencia mortes por causa do roubo. A ganância e o apego ao que é material têm levado pessoas a cometerem atos fraudulentos. A Receita Federal autua,
todos os anos, empresas que sonegam bilhões de reais ao fisco brasileiro. Ano após ano, as elites e políticos têm depositado em bancos estrangeiros quantias volumosas desviadas do povo. Dificilmente esses recursos voltarão para onde não deviam ter saído, porque o próprio Estado furta, cobrando impostos para um fim
e usando para outro.

Não darás falso testemunho

A verdade é a virtude que consiste em mostrar-se verdadeiro no agir e no falar, afastando-se da duplicidade, simulação e hipocrisia.

Toda falta cometida contra a verdade exige reparação. A mentira consiste em dizer o que é falso, com a intenção de querer enganar o outro, que tem direito à verdade. Mentir parece ter se transformado num elemento constituinte do ser humano. Há pessoas que mentem tanto que passam a viver na mentira. Mas a Palavra de Deus nos mostra quem é o pai da mentira. A Bíblia orienta que nossa palavra seja sim e não.

Não cobiçarás

Este mandamento adverte sobre o valor de se importar com as pessoas, não com bens materiais. O sistema de valores de Deus deve ser também o nosso. Este mandamento proíbe a ambição desregrada, nascida da paixão imoderada das riquezas e do poder, que leva à inveja.

“O poder do ter nos contaminou a todos. O poder do ter se caracteriza pelo desejo de
possuir aquilo que pertence a quem está próximo de nós ou aquilo que imaginamos que
ele tenha. Não cobiçar – isto é, não desejar o que é do outro – é o muro divino aos três
substantivos que têm marcado a alma humana: sexo, poder e violência. Em certo sentido, quando uma pessoa cobiça, ela desobedece a muitos outros mandamentos”, completou o Pr. Israel Belo.

Reconhecer o valor dos 10 Mandamentos

para nossos dias é uma necessidade, na opinião do pastor batista Rogério Guimarães. “Há um desconhecimento sobre os mandamentos, sim, mas eles estão inseridos no nosso código social. Se Deus disse ‘não matarás’, a nossa lei diz a mesma coisa. Quem mata, por exemplo, está contra a lei de Deus e dos homens”, disse.

O Pr. Kemuel Sotero, da Assembléia de Deus no Aribiri, em Vila Velha, comenta que
Jesus pautou os Dez Mandamentos no amor. “Veja que o cumprimento dos mandamentos é a razão de amar a Deus e ao próximo. Os Dez Mandamentos são um código divino moral voltado para o espiritual que só é possível de ser cumprido se há amor no coração do homem. Todo o conceito moral esbarra na questão espiritual. O povo naquela época precisava saber como Deus desejava que fosse o seu comportamento e se esse comportamento, desagradasse a Deus a mão dEle poderia pesar sobre o povo”.

Kemuel fala que com os Dez Mandamentos o povo soube como se portar na sociedade e
distinguir aquilo que agradava a Deus ou não. “Por isso que não há um ou outro mandamento mais importante. Todos são valiosos e contemplam o amor a Deus e ao próximo, sendo, portanto, um desafio pessoal para cada um de nós diariamente”.

O Pr. Isaltino Gomes Coelho, em seu livro “A Atualidade dos Dez Mandamentos”, editora
Juerp, entende que a última palavra dada por Deus para o homem foi através de Jesus
Cristo: “Havendo Deus antigamente falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho” (Hb 1:1,2). “Por isso, Jesus é o clímax da revelação, a chave para se interpretarem as Escrituras e, principalmente, o Antigo Testamento, que nele desemboca. Não podemos esquecer que o Novo Testamento é a revelação final e que é ele que interpreta o Antigo”.

OS DEZ MANDAMENTOS

Relacionamento com Deus

1º Não terás outros deuses diante de mim
2º Não farás para ti imagem esculpida
3º Não pronunciarás em vão o
nome do teu Deus
4º Trabalharás durante seis dias, o
sétimo guardarás
Relacionamento com os outros:
5º Honra teu pai e tua mãe
6º Não matarás
7º Não cometerás adultério
8º Não roubarás
9º Não apresentarás falso testemunho
contra o próximo
10º Não cobiçarás a casa do próximo, nem
coisa alguma que lhe pertença.

Dica de leitura

Os Dez Mandamentos: Significado, Importância e Motivos Para Obedecer
Autobiografia de Kevin DeYoung – Editora Vida Nova

 

 

 

 

Os Dez mandamentos Para os Dias de Hoje
Philip Graham Ryken – Editora CPAD

 

 

 

 

Os Dez mandamentos nos dias de hoje: Atitudes que transformam vidas
Israel Belo de Azevedo – Editora Hagnos

A matéria acima é uma republicação da Revista Comunhão. Fatos, comentários e opiniões contidos no texto se referem à época em que a matéria foi escrita.

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