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terça-feira, 18 janeiro 2022

Os benefícios da espiritualidade na saúde mental

Pesquisas anteriores mostraram que a oração e a participação em cultos religiosos são “protetores da saúde mental das pessoas”

Por Marlon Max

A depressão é o problema de saúde mental mais comum no mundo e tem sido o foco de grande parte dos a pesquisa explorando a relação entre espiritualidade e saúde mental. Há evidências que mostram uma associação positiva entre a frequência à igreja e níveis mais baixos de depressão entre adultos, crianças e jovens. Também mostra que a crença em um ser transcendente está associada a uma redução sintomas depressivos. 

Os indivíduos que recebem apoio vindo de outros membros, líderes e pastores das congregações religiosas são amplamente considerados um dos principais mediadores entre espiritualidade e saúde mental. Assim como em outras formas de apoio social, o apoio espiritual podem ser uma fonte valiosa de autoestima, informação, companheirismo e ajuda prática que permite às pessoas lidar com o estresse e eventos agudos da vida. 

O estudo chamado “O impacto da espiritualidade sobre saúde mental”, a pesquisa e  o relatório foram escritos pela Dra. Deborah Cornah, pesquisadora inglesa, da Fundação de Saúde Mental.

Moradora da cidade São Paulo e cristã, Carla Bevenutto, 28 anos, conta que há vários meses faz terapia para auxiliar no tratamento contra depressão. A jovem relata que houve momentos em que ela se sentiu desconectada da fé, mas percebeu que isso estava lhe causando ainda mais problemas e decidiu se reaproximar do seu pastor. “Meu pastor é um mentor de muitos anos, ele esteve comigo nos piores dias, meu problema não foi parar de ir para a igreja, mas deixar de expressar minha espiritualidade e confissão de fé”, conta. 

Outro destaque apontado pela Dra. Cornah é a forma como os profissionais da saúde percebem a relação entre espiritualidade e saúde mental. De acordo com a pesquisa, os profissionais são menos focado nos benefícios diretos.

No passado, de acordo com estudos apresentado em uma pesquisa, 45% dos profissionais de saúde mental pensavam que a religião poderia levar a problemas de saúde mental e 39% achavam o oposto, que a religião poderia proteger as pessoas de doenças mentais saúde.

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Foto: unsplash

De acordo com a pesquisadora, essa incerteza se deve, em parte, ao fato de que, historicamente, a associação entre os dois nem sempre foi considerado positivo. Freud chamou a religião de “a neurose obsessiva universal da humanidade e outros argumentaram que a relação entre saúde mental, religião e a espiritualidade tem sido na melhor das hipóteses incômoda e na pior, inexistente”. Esse conceito, entretanto já foi refutado e ficou apenas nas teorias clássicas da psicanálise. 

Um teólogo afirmou que religião é o “último tabu” da psiquiatria e muitos argumentam que essa visão é endossada pela falta de atenção à espiritualidade em livros didáticos de psiquiatria e serviços de saúde mental. Entretanto, já é ponto pacifico para a maior parte dos pesquisadores que, há mais benefícios na relação entre espiritualidade e saúde mental do que em pacientes que preferem não praticar uma fé ativa. 

“O apego a Deus sumariamente é uma maneira de medir o caráter das pessoas como disposições emocionais em relação a Deus. Então, se você sente que Deus é consistente e receptivo, geralmente chamamos isso de apego seguro a Deus. Se você sente que Deus está distante e distante e você não pode realmente confiar nele, esse é um estilo de apego evasivo. E se você não tem certeza, isso é uma espécie de apego ansioso”, explicou o pesquisador Matthew Henderson da Union University e Blake Kent do Westmont College, nos Estados Unidos. 

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