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quarta-feira, 8 dezembro 2021

Organização financeira: um desafio para a liderança

Mesmo sendo entidades sem fins lucrativos, as congregações devem manter a administração das finanças pautada na disciplina e organização

Por Patricia Scott

Como anda a organização financeira da sua igreja? Mesmo sendo entidades sem fins lucrativos, as congregações devem manter a administração das finanças pautada na disciplina e organização. Isto porque elas não estão isentas de obrigações legais, sem contar que o dinheiro com o qual lidam pertence ao Senhor.

É importante que as igrejas tenham um Conselho Fiscal. Ele deve ser composto por profissionais (contratados ou voluntários) com conhecimento administrativo e contábil. É fundamental para uma gestão transparente, não importa o tamanho da igreja. O Conselho Fiscal, como o nome diz, é um órgão fiscalizador, que atua independente dos demais órgãos administrativos da igreja.

As pessoas encarregadas de administrar os livros contábeis e orçamentários da igreja precisam ser profissionais ou voluntários capacitados, confiáveis e alinhados à visão espiritual da congregação.

É importante que eles trabalhem em harmonia com a liderança, mas que também tenham expertise suficiente para operar de forma relativamente independente. É importante ainda que tenham o coração ensinável e postura ética.

Orçamento forte e transparência

A criação de um orçamento anual forte e detalhado é parte essencial de qualquer planejamento financeiro. Após o planejamento para o ano seguinte, a igreja deve trabalhar para o cumprimento das metas financeiras estabelecidas como, por exemplo: criar uma reserva de emergência, quitar parcelas de um bem adquirido ou construir um novo templo.

No entanto, a receita das igrejas nem sempre corresponde às projeções orçamentárias. Então, não basta criar um orçamento. É preciso acompanhar constantemente a atividade financeira da igreja e ajustar o orçamento sempre que houver imprevistos. Do contrário, a congregação dificilmente conseguirá alcançar os objetivos.

Para não ficar no vermelho, a igreja precisa organizar todos os recebimentos futuros – como doações via cartão de crédito – e saber como conciliá-los com os pagamentos que devem ser feitos a cada mês.

Manter segredos em relação às finanças pode gerar desconfiança entre os membros. Informações como orçamentos, receitas, despesas, custos e resultados devem ser colocadas à disposição de quem solicitar.

A honestidade e a transparência é a coisa certa a fazer, inclusive faz com que as pessoas se sintam participantes da congregação e inspiradas a contribuir. Uma boa opção é realizar reuniões para prestar contas aos membros.

Sistema de gestão

Imprevistos e emergências acontecem. Para que a congregação não fique em apuros diante de despesas inesperadas, é preciso criar um fundo de reserva. Ou seja, destinar parte das finanças arrecadadas pelos ministérios para a criação de uma reserva financeira. Além de ajudarem em tempos difíceis, fundos de reserva podem ser usados para o pagamento de custos fixos, como o 13º salário dos funcionários.

Para administrar as finanças com eficácia, a igreja deverá adotar um sistema de gestão. Ele facilita o controle das receitas e despesas a partir de recursos como emissão de DRE (Demonstração de Resultado do Exercício) e emissão de relatório de fluxo de caixa. Os softwares cruzam dados de maneira inteligente, o que facilita a identificação de desvios orçamentários e o processo de tomada de decisão.

Ao escolher um sistema de gestão financeira, a igreja deve dar preferência a plataformas integradas aos seus dispositivos de entrada (maquininha de cartão, totem de autoatendimento, site, aplicativo, entre outros). Assim, a congregação concentrará todas as fontes de receita em um único lugar e otimizará a administração dos recursos.

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