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terça-feira, 7 abril, 2020

Orar em línguas estranhas, uma atividade espiritual

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Foi o que constatou uma pesquisa científica da Universidade da Pensilvânia, nos EUA. Orar em línguas estranhas é uma prática comum entre os evangélicos pentecostais

Um estudo publicado há pouco mais de uma década pela Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, trouxe evidências de que falar em línguas estranhas é uma experiência espiritual.

O estudo, realizado para monitorar a atividade cerebral dos participantes enquanto eles falavam em línguas, permitiu que os pesquisadores obtivessem uma visão científica da atividade neurológica enquanto eles falavam nas “línguas celestes”.

A descoberta foi tema de uma reportagem da emissora ABC News, que descreveu os resultados como surpreendentes. Em sua matéria, a rede de televisão destaca que falar em línguas “é uma prática antiga mencionada na Bíblia”, e enfatiza que o apóstolo Paulo descreveu essa manifestação como “falar na línguas dos anjos”.

“Os apóstolos de Jesus foram os primeiros a fazê-lo no Pentecostes”, enfatiza a reportagem, que se debruça sobre o trabalho do Dr. Andrew Newberg, da Universidade da Pensilvânia. Ele se propôs a encontrar uma explicação científica para o fenômeno espiritual, algo “que a maioria considera inexplicável”, segundo ele próprio.

Ao tentar descobrir a relação entre fé e ciência, seu estudo rapidamente verificou que falar em línguas estranhas absolutamente não é uma linguagem que usa os recursos normais da fala no cérebro, de acordo com artigo publicado no portal The Christian Post.

Newberg afirma: “Não é linguagem – não é uma linguagem regular, pelo menos, que normalmente ativaria o lobo frontal [do cérebro]”.

Então, o que o estudo médico de Newberg mostrou no cérebro durante os momentos mais profundos da fé? O pesquisador compartilhou o cerne de seu estudo: “Se realmente vamos olhar para essa força muito poderosa na história humana da religião e da espiritualidade, acho que realmente precisamos dar uma olhada em como isso afeta nosso cérebro, o que está mudando ou ligando/desligando em nosso cérebro” durante os momentos de extrema profundidade e imersão na fé.

O pesquisador descobriu que “o que está acontecendo com [as cobaias quando oram em línguas] neurologicamente parece muito com o que eles dizem estar acontecendo com eles espiritualmente”.

Quando os indivíduos oraram em sua língua nativa, sua atividade cerebral indicava um comportamento normal para a fala no lobo frontal. No entanto, quando as mesmas pessoas, durante o teste, oraram em línguas, sua atividade cerebral mostrou algo extremamente diferente. “O exame do sujeito da pesquisa mostrou que o lobo frontal, a parte do cérebro que controla a linguagem, estava ativo quando orou em inglês. Mas, na maior parte, ficou quieta quando eles oraram em línguas”.

“Quando eles estão realmente engajados em toda essa prática espiritual muito intensa para eles, seus lobos frontais tendem a entrar em atividade, mas eu acho que é muito consistente com o tipo de experiência que eles têm porque eles dizem que não estão no comando – é a voz de Deus, o Espírito de Deus que está se movendo através deles”, acrescentou Newberg.

O estudo encontrou muitas outras descobertas intrigantes que sugerem que falar em línguas é verdadeiramente um dom espiritual e não uma prática mental.

*Com informações de ABC News


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