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sexta-feira, 17 setembro 2021

OMS quer estudos robustos sobre ivermectina

Soumya Swaminathan, cientista-chefe da OMS, disse que não há estudos de muita qualidade sobre o tema e solicitou mais evidências

Por Patricia Scott 

Mesmo demonstrando ceticismo sobre a eficácia da ivermectina na luta contra a covid-19, o comando da Organização Mundial de Saúde (OMS) não a descartou, por isso a instituição solicitou estudos consistentes sobre o remédio e outros potenciais medicamentos.

A cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, em entrevista coletiva virtual nesta sexta-feira (18), pontuou que  “infelizmente, não há estudos de muita qualidade conduzidos com ivermectina; são todos pobres, de baixa qualidade”. Após expor a informação, a especialista solicitou “mais evidências” nessa pesquisa.

Soumya Swaminathan foi questionada por uma jornalista sobre a situação do México. A repórter ressaltou que o país tem apresentado, há meses, queda nos casos da covid-19 e que no país a população utiliza ivermectina. A cientista-chefe da OMS enfatizou que outros inúmeros países, depois de um pico da doença, conseguiram reduzir seus números na pandemia, fazendo “uma série de intervenções públicas, sem Iivermectina, necessariamente”.

“É preciso ter a mente aberta”, afirmou Sumya. No entanto, a pesquisadora também frisou que os estudos de observação “dão pistas”, especialmente em contextos em que várias coisas estão ocorrendo ao mesmo tempo. Ela observou ainda que potenciais medicamentos devem ser submetidos a estudos robustos e, só depois disso, possam ou não ser apontados como responsáveis por melhorar o quadro.

Já Maria Van Kerkhove, líder técnica da resposta à pandemia de covid-19 da OMS, observou que a melhora no quadro do México deve ser fruto de uma combinação de fatores, seja de saúde pública (como a vacinação dos mais idosos e de profissionais de saúde), seja por medidas individuais. Entretanto, quanto à ivermectina, ela também apontou que a recomendação da OMS é de que se utilize o medicamento em ensaios clínicos.

Kerkhove salientou que pesquisadores, pelo mundo, estão debruçados sobre a ivermectina e que seus estudos são analisados regularmente. Então, com as informações atualizadas, a OMS pretende avaliadas novamente para os dados disponíveis e, então, decidirá se alguma recomendação será alterada. “Esse é o processo para todas as terapias avaliadas”, disse, citando a consolidação de evidências de pequenas e grandes pesquisas, a meta-análise e uma “revisão robusta e transparente” dos dados disponíveis.

Com informações da Agência Estado 

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