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sábado, 25 maio 2024

Obesidade: Doença, má alimentação ou pecado?

Foto: Freepik.

Dia Mundial da Obesidade. De acordo com o Ministério da Saúde, 2 bilhões de pessoas no mundo sofrem com obesidade e sobrepeso.

Por Lilia Barros

Na data de 4 de março, as organizações que previnem e tratam a obesidade, debatem e compartilham conhecimentos sobre a doença. Os fatores que envolvem essa luta que assola boa parte da população no mundo, são diversos. Doença crônica, problemas hormonais e até a gula, considerada pecado, são termos que caracterizam um peso muito acima do recomendado. 

De acordo com a endocrinologista Gisele Lorenzoni, combater a obesidade envolve muitos fatores, como biológicos e ambientais. “Muitos afirmam que a obesidade parte de uma questão da força de vontade do indivíduo em controlar alimentação, fazer dietas – da sua responsabilidade social – mediante uma indústria de alimentos e bebidas processados que colaboram com o sobrepeso”, afirma a médica.

A obesidade é causada por uma alimentação inadequada ou excessiva. “É preciso haver um equilíbrio entre a quantidade de calorias que se consome e o que se gasta de energia durante o dia. Caso não haja um gasto calórico adequado, há o acúmulo de gordura”, diz Gisele. “E, claro, também por causas genéticas, então precisa ser tratada nas duas questões”, completa a especialista.

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“A obesidade é um grande problema de saúde e que deve ser tratado como uma doença crônica, associada a principais causas de morte, como doenças cardíacas, derrame cerebral, diabetes”, afirma Gisele.

O presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Paulo Miranda, reforça o fato, em recente entrevista à revista Veja, onde disse que “Ainda existe a crença, inclusive de profissionais de saúde, de que a obesidade é um desvio comportamental, e os pacientes são responsabilizados por isso. Mas falamos de uma doença crônica e multifatorial, com influência genética e do estilo de vida”, disse.

Obesidade, um pecado?

Na visão do empresário e palestrante Fábio Hertel é temerário associar de forma pura, simples e direta, a obesidade ao pecado.

“Penso que a obesidade em si não é o pecado. É o sintoma. Se considerarmos a obesidade como uma doença, não podemos imputar um doente como pecador. Mas é inegável que a constatação da obesidade pode estar ligada ao pecado da gula, por exemplo. Ou seja, a obesidade pode ser o indício do pecado da gula, do excesso ou do descontrole. Mas se a obesidade for uma enfermidade causada por problemas hormonais, por exemplo, não seria caracterizada facilmente como um excesso”, afirma Fábio Hertel.

Pandemia de obesidade

Em publicação na revista Lancet Gastroenterology & Hepatology de junho de 2021, a disseminação global da obesidade foi rotulada como uma pandemia, embora com um início mais lento de casos e efeitos prejudiciais do que a pandemia de H1N1 de 2009 ou a pandemia de COVID-19.

No artigo da revista em que se compara a obesidade com mais uma pandemia em curso, é explicado que: No início da pandemia de COVID-19, ficou claro que havia interações consideráveis com a pandemia de obesidade. Por exemplo, descobriu-se rapidamente que a obesidade estava associada a piores resultados clínicos de COVID-19. Por outro lado, há sugestões de que a pandemia do COVID-19 levou a um agravamento das dietas, inatividade e interrupções do tratamento para perda de peso, principalmente em setores carentes da sociedade.

Obesidade: Doença, má alimentação ou pecado?
Endocrinologista Gisele Lorenzoni

“Ou seja, esta dificuldade na parte mais carente foi justamente em ter uma alimentação saudável, correta, onde famílias sem emprego, precisaram recorrer a alimentos processados – que tem um custo menor – ou até fast foods, que agravam ainda mais a saúde e aumentam o peso do indivíduo”, explica a endocrinologista.

O que precisamos alertar com toda esta situação é de que a obesidade é uma doença crônica e precisa ser tratada deste modo. “Já estamos caminhando positivamente com diversos medicamentos liberados que auxiliam no combate ao sobrepeso e ainda há uma consciência pós-Covid de boa parte da população, que tem dado mais atenção às atividades físicas, boa alimentação, ao seu bem-estar. 

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