21.6 C
Vitória
quarta-feira, 8 dezembro 2021

O valor do testemunho

Mais Artigos

Segundo informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Política), em 2020 mais da metade dos brasileiros pertencerá a alguma igreja evangélica. A princípio, podemos achar que as projeções do IBGE sejam animadoras. Mas quando analiso com mais atenção o comportamento dos evangélicos, mais fico preocupado. O testemunho dos crentes não tem sido muito animador nos últimos anos, especialmente no que tange aos valores morais e familiares. Não temos dados estatísticos, mas aqueles que trabalham no ministério com jovens sabem que o comportamento sexual do jovem crente não tem sido muito diferente do jovem não-crente. No que se refere ao casamento, o divórcio se alastra como praga em nosso meio. Casais evangélicos já não colocam o sobrenome do marido para evitar futuras despesas num possível divórcio.

Os conceitos não-cristãos entram nos lares evangélicos, especialmente através das novelas, com tamanha facilidade, introduzindo no inconsciente das crianças ideias estranhas e valores não compatíveis com a Palavra de Deus. Em nossas igrejas, quase não ouvimos sermões condenando claramente o sexo antes do casamento, o aborto, o homossexualismo, a pornografia, o adultério, o divórcio e tantos outros temas que tangenciam a vida familiar.

Participando de uma reunião em São Paulo onde estava presente o famoso escritor americano Gary Chapman, autor de vários livros sobre vida conjugal e familiar, ouvi dele uma frase que me chamou a atenção. Disse que a sociedade sentirá mais de perto e será impactada com a mensagem do Evangelho quando, realmente, os casais viverem no casamento todo o ideal e princípios deixados por Deus em Sua Palavra.

Não adiantará muito sermos a metade da população brasileira se maridos não amarem suas esposas, como Cristo amou a Igreja. Se as esposas cristãs não respeitarem e serem submissas, como a Igreja é em relação a Cristo. Se pais e mães continuarem valorizando mais o trabalho secular e a ascensão material e detrimento ao tempo que deveria ser dedicado à educação moral e espiritual dos filhos. Se os filhos crentes não seguirem a orientação bíblica de obedecer seus pais.

Quando andamos pelas ruas, é impressionante ver o número de templos evangélicos. Lembro-me que na rua da igreja da minha adolescência, a avenida 22 de Novembro, no bairro do Fonseca, em Niterói (RJ), só existia a Igreja Batista. A última vez que por lá passei, contei umas três ou quatro igrejas. Graças a Deus por isso! Mas qual é o impacto que as famílias dessas igrejas estão causando na sociedade?
Quando os casais cristãos viverem todos os princípios bíblicos do casamento impactarão não somente os filhos, mas a todos que os cercam.
Quando famílias viverem a essência do cristianismo, no dia a dia da vida familiar, a cidade perceberá e desejará viver também o Evangelho.
Devemos continuar pregando a mensagem, mas não podemos deixar de ensinar aos que já são crentes e àqueles que se tornarão cristãos a beleza de Cristo no lar, no casamento.
Caso contrário, seremos um dado estatístico, mas não sal e luz nesta sociedade que clama e deseja experimentar a beleza da vida cristã, especialmente nos relacionamentos conjugais e familiares.

- Publicidade -

Comunhão Digital

- Continua após a publicidade -

Fique Por Dentro

Entrevistas