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segunda-feira, 4 julho 2022

O sol nasce para todos, mas a sombra não!

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A sombra deve ser conquistada à duras penas

O nome dele é Ideraldo, mas o chamávamos de “Adílio” pela sua aparência com um hábil jogador de futebol da equipe do Flamengo da década de oitenta.

“Adílio” era daquele tipo de pessoa que, embora introvertido, sempre que se pronunciava nos presenteava com algumas célebres e sábias frases que marcaram a nossa adolescência como atletas de base em clubes de futebol.

Uma delas ficou marcada por contra pontuar um trecho de uma música muito tocada na época, escrita pelos consagrados autores: Renato Russo, Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, e cantada pelo grupo Legião Urbana, na voz de Renato Russo, que tinha como título: “Quando o Sol Bater Na Janela do Teu Quarto”

Um dos trechos da música traz uma contundente afirmação, que diz: “O sol nasce pra todos, só não sabe quem não quer”.

Já nosso querido amigo “Adílio” dizia sempre assim: “O sol nasce para todos, mas a sombra não”.

O que ele queria dizer é que “rapadura é doce, mas não é mole não”. A sombra deve ser conquistada à duras penas.

O que não sabíamos na época é que essa afirmação encontra respaldo bíblico. A saber:
Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. (grifo do autor) (Salmo 91:1)

O direito ao descanso e as demais bênçãos e promessas descritas nos versículos seguintes desse texto são destinadas apenas e tão somente para aqueles que habitam no esconderijo do altíssimo, portanto, não para qualquer um.

É preciso planejar períodos de descanso

Salomão afirma no livro de Eclesiastes que doce é o sono do trabalhador, quer coma muito, quer coma pouco.

Já para o preguiçoso é reservado outro destino, no que diz respeito ao sono e a alimentação: A preguiça faz cair em profundo sono, e a alma indolente padecerá fome. (Provérbios 9:15)

Ao longo da minha vida pude acompanhar pessoas que desperdiçaram o seu talento e o seu promissor brilhante futuro por escolherem comer o pão da preguiça, ou buscarem atalhos para antecipadamente desfrutarem de um descanso à sombra de uma efêmera e ilusória conquista.

Por outro lado, também acompanhei histórias de superação, sacrifício e muito trabalho por parte de algumas pessoas que conquistaram com muito suor um lugar à sombra e hoje desfrutam confortavelmente dela, além de servirem também de exemplo para outras pessoas.

A bela letra da música citada acima também mostra uma certa melancolia e dor, além de um forte desejo de não sentir dor: “Tudo é dor E toda dor vem do desejo De não sentirmos dor”.

Pois bem, além disso mostra um forte desânimo e uma triste constatação: “Até bem pouco tempo atrás Poderíamos mudar o mundo Quem roubou nossa coragem?”

Porém, mostra também sinais de esperança em um pronto recomeço: “Por que esperar Se podemos começar Tudo de novo Agora mesmo?”

E, intuitivamente, quem sabe, de maneira profética e evangelística ele afirma que o sol aponta para um único Caminho: “Quando o sol bater na janela do teu quarto, lembra e vê que o caminho é um só”

Agora, imagine você, quando alguém – desiludido com o mundo – que chega, com razão, a afirmar que a humanidade é desumana, encontra alguém que o leve ao Caminho do Esconderijo do Altíssimo, onde ele poderá encontrar descanso à sombra daquele que tudo pode; que lhe dará abundância de dias e lhe mostrará a Sua salvação.

Foi assim que aconteceu comigo. Hoje vivo para falar desse infinito Amor, que transformou a minha vida – que sarou minhas feridas e me ensinou a andar de cabeça erguida e consciente, como aprendi lá atrás com o meu amigo Ideraldo de que: “O Sol Nasce Pra Todos, Mas a Sombra Não”

Siga bem, em paz e feliz.

Lulinha Tavares é coach esportivo, formado em Educação Física, MBA-FGV/FIFA/CIES, especialista em Psicologia do Esporte, empresário, pastor e líder da Igreja Batista da Graça em Queimados (RJ)

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