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sábado, 13 DE dezembro DE 2025

O que a morte pode ensinar sobre viver melhor

O tempo é limitado, e refletir sobre a morte ajuda a valorizar cada momento vivido - Foto: Freepik

Encarar a morte com fé e consciência revela o valor da vida e transforma o medo em esperança

Por Patrícia Esteves

Pensar sobre a morte ainda é, para muitos, um território proibido. No entanto, quando alguém ousa encarar a finitude de frente, algo muda na forma de viver. “Pensar na morte é tabu para muitos, mas não precisa ser assim. Existe sabedoria escondida no gran finale da maior aventura de todas”, reflete o escritor Odilio Xavier Junior. Ele fala com serenidade sobre um tema que costuma causar desconforto, mas que, segundo ele, guarda um poder transformador. “Qual a sua data de validade? Será que você estará vivo quando seu cartão de crédito expirar?”, provoca.

Autor do livro O jumentinho, o escorpião velho e os perigos da caatinga, Odilio convida o leitor a olhar para a morte não como um terror inevitável, mas como uma porta para compreender o valor da vida. Mais do que uma ironia, as perguntas de Odílio expõem a pressa e a distração com que vivemos. Ele acredita que não se deve viver correndo de um problema para outro, evitando qualquer lembrança de que somos finitos, a consciência da morte pode se tornar uma aliada da fé. Para ele, meditar sobre o fim “pode ser a chave para ter muito mais forças para enfrentar as lutas da vida”.

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A velha dos olhos amarelos

Odilio descreve a morte como “uma velha insensível, de olhos amarelos, um pouco maiores que o normal, meio corcunda”. A imagem, que reflete o universo simbólico de seu livro, carrega mais do que um toque de ficção, é uma metáfora inquietante sobre a condição humana. Essa figura que observa e espera, com olhos que tudo veem, lembra a cada um que “não passa de mortal”.

Essa personificação da morte serve de espelho para nossos medos mais profundos. Quem vive tentando escapar do pensamento da finitude, segundo ele, “acaba por não viver”. Há um tipo de prisão invisível em temer o que é inevitável.

Esperança que desarma o medo

Mas não se detenha na angústia. No coração da reflexão está Jesus Cristo que muda a perspectiva. “Há registros que citam um homem que ensinou a muitos, entre outras coisas, como vencer o medo da morte”, escreve Odilio. “Independentemente de sua religião ou maneira de encarar a vida, fica o convite para que você dê uma chance às palavras e à sabedoria de Jesus”, convida o escritor.

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Ele observa que a mensagem de Cristo continua viva porque traz esperança diante daquilo que mais assusta o ser humano. “Ele ensinou que existe uma vida eterna com Deus após a morte e que quem crer n’Ele, ainda que esteja morto, viverá”, resume.

Odílio lembra que a fé pode mudar tudo. Para quem crê, a morte deixa de existir, perde o caráter de ameaça e passa a ser apenas uma travessia. “Em vez de ter medo do golpe de foice, o sujeito passa a aceitar que em algum momento dormirá o sono dos justos”, explica.

Paradoxo libertador

“Viver é uma urgência sagrada”, lembra o escritor. Quando o medo se “dissolve” na fé, até o ato de respirar se transforma em um gesto de gratidão. É como se cada inspiração fosse uma pequena celebração pela vida que ainda pulsa. “Valorize a delícia que é encher os pulmões de ar uma vez mais”, aconselha Odilio, com seu humor sutil e olhar esperançoso.

O que Odílio fala soa quase como um lembrete divino para os dias comuns: não há tempo a perder temendo o que já está certo. O fim não é o inimigo, é parte do mistério que nos ensina a viver com mais consciência.

Para quem crê nas palavras de Jesus, a morte já não tem rosto nem foice. E a “velha dos olhos amarelos” (figura que Odílio criou para metaforicamente ilustrar a morte), que antes observava à espreita, se dissolve diante da luz da eternidade. No lugar do medo, fica a paz de quem entende que morrer é apenas mudar de casa. Lembrando com humor que “você poderá estar dormindo quando a próxima fatura do seu cartão de crédito chegar”.

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