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domingo, 23 junho 2024

O que a Bíblia diz sobre métodos contraceptivos?

Foto: Reprodução

Não é o ato da contracepção que determina se é ou não pecado, mas a motivação que está por trás da decisão

Por Patricia Scott

Muitos casais cristãos optam por adiar a chegada dos filhos. E os motivos apresentados são os mais variados: organizar a vida financeira, concluir os estudos, compra da casa própria, falta de maturidade, aguardar o tempo de Deus.

Por isso, para o controle da natalidade, eles utilizam métodos contraceptivos. No entanto, as Sagradas Escrituras não falam, especificadamente sobre tal assunto, mas mostram a esterilidade como um motivo de grande tristeza e vergonha. Além disso, a Palavra evidencia que os filhos são fontes de alegria. 

Sendo assim, muitos ainda têm dúvida: ‘Utilizar métodos contraceptivos é pecado?’. O pastor Gilson Bifano, do Ministério de Famílias Oikos, no Rio de Janeiro, observa que o pecado está na motivação que leva o casal a evitar filhos. Ele exemplifica: “se uma gravidez é totalmente desaconselhada por questão médica, não há nenhum problema. Por outro lado, se o casal evita ter filhos por egoísmo. Aí está o pecado”.

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O líder religioso afirma que um caso clássico está registrado em Gênesis 38.10. “O pecado de Onã foi não obedecer a Deus ao se recusar gerar um filho [em Tamar], segundo a lei do levirato. Esse é o único caso que a Bíblia aborda esse tema”. Desse modo, não foi o ato de contracepção que levou o Senhor a matar Onã, mas os motivos egoístas e perversos por trás da ação. 

Em contrapartida, na visão de Bifano, o casal que busca a vontade de Deus e quer cumprir os propósitos do Todo-Poderoso para o casamento, gera filhos. Isto porque entendem que “os filhos são heranças do Senhor, como diz a Bíblia”. Assim, filhos “são bênçãos para os casais que compreendem que eles são dados por Deus”.

O pastor observa que, atualmente, como no Antigo Testamento, os filhos devem continuar sendo encarados como bênçãos. “A mulher que tinha muitos filhos, na cultura hebraica, era abençoada. Tanto é que Ana pediu a Deus um filho, como sinal da bênção de Deus para sua vida”.

Lei de Deus 

Já o pastor José Ernesto Conti, da Igreja Presbiteriana Água Viva, em Vila Velha (ES), afirma que a Bíblia não trata sobre métodos contraceptivos, mas deixa claro que o Senhor capacita o crente para enfrentar os desafios de cada era. “Cabe a nós fazer as coisas sem agredir nossa consciência nem a Lei de Deus”, pontua e acrescenta: “Usar os métodos contraceptivos de forma correta, antes da concepção e no casamento, não agride nem deixa aquele gosto amargo de quem está fazendo algo contra Deus”.

O líder religioso lembra que é importante o cristão entender que pecado significa transgredir, desobedecer, a Lei do Senhor. Segundo Conti, Deus estabeleceu uma série de leis, incluindo os 10 mandamentos, que se forem desobedecidos o “pecado” é cometido. Entre esses mandamentos, está a ordem de “crescer e multiplicar” (Gn 1.28).

Por outro lado, Conti diz que, ao longo da história, as condições sociais e econômicas foram passando por mudanças. Assim, o objetivo da Lei de Deus é disciplinar as atitudes do indivíduo, com Deus e com o próximo.

Então, se em uma sociedade rural, ter muitos “filhos representa encher a aljava com muitas flechas, sendo sinônimo de vitória quando pleitear contra os inimigos à porta (Sl 127.5), nos dias de hoje, com a ajuda da ciência, evitá-los antes da concepção, tem se mostrado um recurso que veio equilibrar as novas famílias em nossa sociedade”.

Cabe destacar que alguns métodos contraceptivos podem ser abortivos. Então, eles violam os princípios divinos referentes à vida. 

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