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domingo, 14 DE julho DE 2024

O preço da independência da mulher

Mulher independente e cansada. Foto: Reprodução

É senso comum que a mulher se tornou independente e empoderada. O que resta saber é se o custo benefício desses direitos compensa o que ela usufrui hoje. 

Por Lilia Barros

“Ser independente era tudo que nós gostaríamos como mulheres porém a nossa Independência e empoderamento nos custou outras questões emocionais que muitas vezes não são colocadas na balança.” Foi assim que a terapeuta de casais, Sheyla Lima, de São Paulo, apresentadora do programa de rádio Lar e Família, abriu uma conversa com Comunhão sobre a realidade da mulher moderna. 

“Ter alcançado a independência é algo sim que lutamos muito e podemos dizer que conseguimos, mas ainda faltam muitos pontos como ter transporte seguro sem assédios, salários equiparados, direitos igualitários nas funções que exercemos, mas quero ressaltar que o principal disso tudo precisa ser conquistado por nós mesmas e isso a sociedade, os homens não podem nos dar… você imagina o que seja?”, questiona a terapeuta.

O preço da independência da mulher
Sheyla Lima
Terapeuta de Casais. Foto: Divulgação

“Muitas mulheres precisam se dar o direito de conhecerem a si mesmas. Ou seja, conhecer suas vontades, seus limites, seu corpo, seus planos e sonhos. É ser paciente consigo mesma para compreender que cada mulher tem o seu tempo de crescimento pessoal, emocional e profissional. Isso só nós podemos fazer!”, afirma.

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Ela citou algumas questões emocionais que muitas vezes não foram colocadas na balança, como por exemplo a dupla jornada de trabalho onde mulheres trabalham muitas vezes em mais de um lugar e outras vezes além de trabalhar fora de casa, ao chegar em sua residência tem todos os afazeres domésticos e isso acaba lhes afetando emocionalmente.

O preço

A terapeuta aponta as desvantagens da mulher que assume tantas responsabilidades. “Sempre atendo no consultório mulheres que constantemente reclamam de seus parceiros pois os mesmos não reconhecem que o trabalho do lar é algo árduo, cansativo e rotineiro e que traz um desgaste emocional.”

“Mas não é somente a dupla jornada de trabalho que faz com que mulheres empoderadas tenham seu medos e desafios. Há uma dificuldade também muito grande com a questão de como ser mãe e ser a profissional ideal e ao mesmo tempo conseguir cuidar de si mesma e ainda ter tempo de qualidade para família.”

Com isso, continua a terapeuta, o casamento é afetado de alguma forma, e elas tentam dar conta de tudo, se sentem sozinhas, carentes e muitas acabam em depressão.

De um modo geral, o alto preço de ser uma mulher independente é o de ter que aguentar as cobranças diárias acerca de cada uma das decisões que tomou na sua vida. Contudo, o auto cuidado, sugerido pela terapeuta Sheyla Lima, pode equilibrar e compensar tantos esforços e concessões feitas para ser o que é.

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