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domingo, 14 abril 2024

O prazo de validade da oração

Seja qual for a resposta de Deus a sua oração, é importante aprender com a dor e o sofrimento, esperando sempre com paciência no Senhor. Foto: Freepik

Até quando a pessoa deve orar a Deus para que as suas preces sejam atendidas?

Por Cristiano Stefenoni

Você ora, ora, ora e ora, mas nada acontece. A sensação que dá é que a oração não passou do teto. É como se apenas os pedidos dos outros fossem atendidos, menos os seus. Nessas horas, o cristão precisa ter muita maturidade para que a sua vida espiritual não seja abalada. Mas enfim, até quando a pessoa deve orar a Deus para que as suas preces sejam respondidas? Existe um prazo?

O teólogo Lourenço Stelio Rega explica que quando se trata de oração, não há prazo de validade, mas sim, confiança de que Deus fará o que é melhor, na hora certa, o que gera além de esperança, paz para poder seguir em frente.

“Eu apresento a Deus diversos desafios e, uma vez entregue, é só prosseguir conforme está em Filipenses 4.6. Esse texto nos ensina a entregar em súplica para Deus e, em seguida, agradecer, seja qual a resposta dEle. Isso também tem um toque terapêutico contra a ansiedade. Já que está entregue a Ele, o próprio Deus cuidará. A resposta poderá ser diferente do que espero, mas será a melhor resposta, pois vem do Criador e Redentor de todas as coisas”, afirma.

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Além de entregar, esperar e confiar, o teólogo diz que a comunhão com Deus é fundamental para que o Espírito Santo nos dê discernimento para orarmos segundo a vontade do Senhor, o que aumenta, e muito, as chances de sermos atendidos visto que o nosso “eu” é deixado de lado.

“Devemos seguir Romanos 12.1-2, que é ter a vida completamente no altar de abnegação e não modelá-la como o padrão cultural do mundo, mas renovar a nossa mente por meio da Sua vontade. Então nossa oração será compatível com a vontade do próprio Deus. Uma equação muito simples, mas muito complexa de colocar em prática diante de nossa natureza pecaminosa e decaída”, enfatiza Rega.

O teólogo lembra ainda que Deus sempre responde nossas orações com um “sim”, “não” ou “espere mais um pouco” e que há diferença entre “resposta permissiva”, onde o Senhor permite aquilo que queremos, e a “resposta diretiva”, onde Ele nos conduz conforme os Seus planos e o que é melhor para nós.

“Quando falamos em oração respondida me parece que está mais em foco a vontade da pessoa do que a de Deus. Ele pode responder uma oração dentro de Sua vontade permissiva? Sim, Ele pode tudo. Mas será que não seria melhor buscarmos descobrir a Sua vontade diretiva? Em outras palavras, quando oro, necessito avaliar a minha oração, se não seria algo como fruto de meu desejo sem considerar se é compatível com a vontade de Deus ou não”.

Seja qual for a resposta de Deus a sua oração, o teólogo ressalta que é importante aprender com a dor e o sofrimento, esperando sempre com paciência no Senhor. “Se eu buscar compreender a vontade de Deus, será possível entender que aquilo pelo qual estou orando poderá ser um meio didático usado por Deus para me dar uma aula de vida. Romanos 5:3 nos mostra que a tribulação é uma verdadeira professora, pois por ela vem a esperança”, finaliza.

 

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