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quarta-feira, 29 maio 2024

“Sou divorciada. Posso ter parceiros casuais ou devo manter abstinência sexual?”

Anônimo

Em 1Co 7.15-16, Paulo, ao falar do divórcio, explica que casamento deve promover a paz. Por isso, mesmo que não seja a primeira opção paulina, a separação é uma possibilidade, e os desquitados não continuarão em servidão (1Co 7.15). Isso garante ao divorciado liberdade, pois não tem o dever de ficar sozinho por toda a vida. No entanto, como o mesmo apóstolo dos gentios exorta, a liberdade não pode dar ocasião à carne (Gl 5.13). Como somos templo do Espírito, não é adequado tornar essa liberdade oportunidade para fazermos do outro objeto de nossas carências ou permitirmos nos tornar objetos nas mãos de alguém. Quando nos envolvemos casualmente com pessoas diferentes, acabamos criando laços afetivos irresponsáveis, porque não temos garantia de construção saudável de cumplicidade e compromisso mútuo. Tal postura pode ser inserida nos códigos de vícios listados por Paulo (1Co 6.9-11; Gl 5.19-21), especificamente quando é citada a imoralidade sexual.

Dessa forma, a abstinência sexual, ou melhor, preservar-se a si mesmo, seria uma forma necessária de santificação. Como diz 1Ts 4.3: “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da fornicação”. Então, quem está solteiro, depois de um relacionamento diluído, não deve permitir que seus desejos egoístas de satisfação pessoal mergulhem-no na devassidão. Isso não significa se fechar à possibilidade de reconstrução da vida e um novo relacionamento. Pelo contrário, esse cuidado de si contribuirá para novos compromissos.

Quando estamos sozinhos, ficamos mais frágeis e suscetíveis a todo tipo de tentações, muitas delas enraizadas em nossas carências. Precisamos lutar contra nossas fraquezas, a fim de não sucumbirmos ao que nos aprisionará. Como está escrito: “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível. Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado” (1Co 9.24-27).

"Sou divorciada. Posso ter parceiros casuais ou devo manter abstinência sexual?"

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