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domingo, 9 maio 2021

O Natal proibido

A uns dias atrás o governo francês acatou uma decisão de um tribunal que proibiu a exibição do filme americano “A Estrela de Natal” nas escolas públicas francesas. A alegação, é que o filme é cristão demais. O filme conta a história do nascimento de Cristo pela ótica dos animais.

O filme é mais um produzido com objetivo único de entreter as crianças nessa época, não questiona a veracidade da história ou mesmo segue uma lógica cristã, mas usa o fato do nascimento de uma criança em Belém para ser explorada comercialmente com clichês e jingles muito comuns em produções americanas. Em outras palavras, o filme foi feito para faturar. Feito nos EUA, alguém duvida disso?

Mas é interessante ver como a França e outros países europeus, onde o ateísmo está impregnado até a raiz dos cabelos, tem uma relação de ódio com o cristianismo. Qualquer coisa que seja feita e que lembre o cristianismo, tem uma rejeição tremenda nesses países. Só uma coisa me preocupa.

O momento em que esse ódio se tornar agressivo e os governos decidirem erradicar os cristãos e todos os seus símbolos, como se erradica uma praga ou um vírus. Estamos perto disso. Em muitos lugares, especialmente na França, ser cristão é fator de segregação, separação, isolamento. O cristianismo está em rota de colisão com vários governos europeus e muitos de nós ainda não percebeu a tragédia que vem pela frente.

Não foi ódio contra um filme ou contra uma história, mas contra o próprio conceito do que o Cristianismo representa no meio do povo. Esteja preparado.


AGORA É TARDE

Outro dia apareceu uma notícia de que o Papa Francisco pedia orações pelos robôs e pela IA (inteligência artificial) com o objetivo de auxiliar os católicos a “aprofundarem sua oração diária”, concentrando-se em tópicos específicos.

O texto dizia que o Papa estava preocupado com dois pontos: a) que o uso dessas tecnologias, separem mais as pessoas por classes; b) (mais preocupante) se seremos capazes de “reconhecer quando se trata de implantar algoritmos” em nossas vidas.

Só tem um problema Seo Papa, não sei se as orações vão ajudar muito, pois os algoritmos já estão implantados e nosso sistema de vida já não consegue mais viver sem eles. A disseminação desse sistema de controle cresce exponencialmente e sem qualquer controle. Já estamos dentro da Matrix. Com oração ou sem oração, que Deus nos ajude!


NÃO SOMOS COVARDES, … OU SOMOS?

Uma das questões mais antigas no seio da igreja é definir se, como cristãos, salvos por Cristo, devemos ou não se envolver com as coisas terrenas, ou na linguagem de Paulo, nas coisas do presente século. Na verdade, a balança já pendeu para todos os lados. No início, os cristãos eram massacrados pelo estado. Passou um tempo, os cristãos tomaram o estado e começaram a massacrar os pagãos.

Ao logo de toda a história, ora batemos, ora apanhamos (acho que apanhamos muito mais do que batemos) mas a questão é: na lista apresentada por Paulo (Fl 4:8), tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, boa fama, se há virtude e louvor, a política ou os direitos dos cidadãos cristãos, está incluído ou não? Ou perguntando de outra forma, nossa mente deve ser ocupada com a política?

Nunca houve nem nunca haverá consenso, por isso que é necessário bom senso.
A Bíblia não aprova nem apoia o masoquismo, mas deixa claro que nós os cristãos, por sermos cidadãos do céu, passaremos, se necessário e por breve momento, por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, … redunde em louvor, ou seja, se por causa da política, dos nossos padrões éticos e morais, somos injuriados todos os dias e perseguindo e mentindo, disserem todo mal contra vós, devíamos nos sentir bem-aventurados.

Na política os cristãos têm a obrigação de ser o ponto fora da curva, a luz ou o sal já que o mundo não conhece esse sabor. Não somos guiados pelas circunstâncias partidárias, essa muda, isso passa, mas a verdade bíblica, essa nunca fica desatualizada, por isso não abrimos mãos de testemunhar que o Brasil, o ES e Vitória, precisam de Deus.

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