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segunda-feira, 3 agosto, 2020

O jardineiro consciente

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“E Deus os abençoou e lhes disse: sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra” (Gênesis 1,28). Esse verso, conhecido como o mandato cultural – a ordem de Deus para que a raça humana se expanda e assuma o planeta – geralmente tem sido interpretado como uma permissão para que a humanidade exerça total domínio sobre a criação, multiplicando-se de forma indistinta. No entanto, é simplesmente o contrário.
Essa fala divina, na verdade, está inserida no contexto mais amplo da responsabilidade e do relacionamento.

O que Deus fez foi entregar o mundo aos cuidados da raça humana, quando ainda éramos Seus parceiros, antes de nossa queda por desobediência. Portanto, ver o mandato cultural numa perspectiva predatória, que é uma das marcas da rebelião da raça humana contra o Criador, é um contrassenso. Não combina com o caráter de Deus, com o estado da humanidade na ocasião e, muito menos, com a conclusão divina sobre a sua criação: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gênesis 1,31). O problema é que adotamos parâmetros totalmente equivocados ao seguir a indicação de Deus, quando Ele diz “dominai”. Entre as muitas formas de exercer domínio, escolhemos o modelo antiecológico que praticamos atualmente, com os resultados nefastos conhecidos por todos. Entretanto, o contexto das Escrituras Sagradas fala de um modelo divino inequívoco: “Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar” (Gênesis 2,15). Ou seja, Deus propôs que o planeta fosse um grande jardim.

Um jardim cuja essência é comunitária e no qual a beleza reside no conjunto pressupõe harmonia e partilha de recursos, numa engenharia em que a sobrevivência e a necessidade de crescimento de todos os seres sejam garantidas. Em outras palavras, desenvolvimento sustentado. No projeto de Deus, o homem é um jardineiro, com a peculiaridade, importante, de ser parte do jardim.

E a restrição prescrita a todas as espécies – de não ameaçar a existência das demais – recai, por excelência, sobre o jardineiro: somos nós os responsáveis por administrar o relacionamento do planeta com os seus ocupantes, e destes entre si. Não temos, portanto, o direito de ocupar de modo ilimitado os espaços do planeta, ou de canalizar todos os recursos para nós, ou de qualquer movimento que ponha em risco a sobrevivência do planeta. Fazemos parte e somos dependentes do equilíbrio ecológico. Estabelecer limites para a nossa expansão sobre o planeta é um imperativo.

Se, desde o princípio, tivéssemos sido o jardineiro consciente que o Criador desejou, a experiência do jardim comunitário, da vida solidária, tornaria natural a busca por um desenvolvimento sustentado. Bem, não o fomos. Pelo contrário, tornamo-nos a antítese do jardineiro. Logo, duas questões, imbricadas entre si, foram tornadas urgentes: a racionalização do consumo e a consequente recuperação do bioma. Assim, todos os meios salutares devem ser usados para que nossa existência não seja a causa da falência do planeta. Não é tarde para perseguirmos a ideia do jardim!

Pr. Ariovaldo Ramos

A matéria acima é uma republicação da Revista Comunhão. Fatos, comentários e opiniões contidos no texto se referem à época em que a matéria foi escrita

 

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