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segunda-feira, 24 janeiro 2022

O cristão e as brigas nas redes sociais

Foto: unspash

Cada toque do teclado mostra uma testemunha para um mundo que assiste

Por Marlon Max

Desde que as redes sociais se tornaram a principal forma de discutir ideias e apresentar argumentos, muitos cristãos são impulsionados à se pronunciar. Quase como uma obrigação — que ninguém disse que é, os assuntos, na maioria das vezes causa mais divisão do que consenso. Mas afinal, como usar as redes sociais de forma saudável e honrar a Deus com o testemunho?

Testemunhar a experiência cristã é, antes de tudo, uma demonstração silenciosa mas que ‘perfuma o ambiente’. A americana Melissa Edgington pondera que é preciso evitar comportamentos tóxicos que não expressam o caráter do cristão. A forma que ela orienta a igreja a fazer isso é bastante elementar. Antes de tudo, é não ser fisgado por notícias falsas e, desta forma, reproduzir mentiras.

“Tenha cuidado, cristãos. Ore mais. Comente menos. Seja razoável. Quando você vir um irmão ou irmã fazendo um ponto excelente e razoável, resista ao impulso de pular com suposições irracionais, repetindo coisas que você ouviu de fontes não confiáveis ​​e professores questionáveis”, esclarece

Foto: unsplash

Outro perigo que Edgington aponta é querer argumentar com um cristão de opinião oposta. Segundo ela, é fácil ceder e cair numa armadilha onde quem lucra, até mesmo no campo espiritual, são as forças das trevas.

“Na maioria das vezes, os cristãos estão apresentando argumentos irracionais para concordar com uma boa postagem, mas levam a ideia muito além do que o poster original pretendia, para o reino da suposta guerra espiritual, profecia não confiável ou instabilidade emocional. É hora de os cristãos redescobrirem a arte da retórica eficaz”, explica a americana.

De forma prática, o melhor conselho sobre como utilizar as redes é manter um padrão ético e moral, entendendo que a conversa não está sendo feita em uma sala privada, mas em um ambiente público. Ter irmãos brigando com irmãos é um péssimo testemunho, explica Melissa.

“Precisamos parar de falar uns com os outros como se o resto do mundo não estivesse ouvindo. Devemos pensar em ferramentas de persuasão, em falar apenas a partir da verdade das escrituras”, orienta.

Edgington també faz um alerta para a igreja. O desgaste da imagem e credibilidade produzido a partir de brigas na esfera digital pode afastar as pessoas da paz que só o evangelho proporciona.

“Se continuarmos neste caminho de emoção desenfreada e imprecisões cansativas, a igreja continuará a perder cada vez mais legitimidade aos olhos daqueles que precisam desesperadamente de Jesus. Um dia desses, seremos responsáveis ​​pelas coisas que escrevemos nas caixas de comentários do mundo. Seremos achados fiéis nas pequenas coisas? Cada toque do teclado mostra uma testemunha para um mundo que assiste. Seja razoável. Seja sincero. Seja fiel Aquele que merece a melhor representação em todo o mundo e em toda a Internet”, conclui.

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