O arrebatamento, com sua imagem intrigante de crentes que “desaparecem” para encontrar o Senhor, desperta reação mista de descrédito, curiosidade e, para muitos, uma esperança tênue. Mas o fenômeno está presente na Bíblia, especialmente em 1 Tessalonicenses 4:16-17, e ganha apoio consistente quando lido com profundidade. O evangelista Greg Laurie, à frente das Cruzadas Harvest e das igrejas Harvest, na Califórnia, Estados Unidos, convida a entender esse acontecimento à luz da Escritura e do momento presente, sem alarmes, mas com responsabilidade.
Arrebatamento: uma promessa com raízes bíblicas
Embora a palavra “arrebatamento” não apareça no texto bíblico em português ou grego, ela deriva da palavra latina rapturas, que traduz o verbo grego harpazo, usado em 1 Tessalonicenses 4:17, com sentido de “ser levado”, “arrebatado”. Greg Laurie enfatiza que é possível encontrar essa palavra em traduções latinas e que isso ajuda a conectar a imagem moderna ao texto original. Ele também lembra que, assim como “Bíblia” e “Trindade” não aparecem literalmente no texto bíblico, o conceito permanece central.
O “momento certo”? Ninguém sabe, mas ele pode vir a qualquer instante, Greg Laurie descreve o arrebatamento como “o próximo evento no calendário profético” e alerta que pode ocorrer “a qualquer momento”. Ele reforça o princípio de Jesus de que “ninguém sabe o dia nem a hora”, reforçando que especulações de data são improdutivas. Para ele, em vez de firmar previsões, os cristãos são chamados à preparação constante.
O poder consolador do arrebatamento
Para Greg Laurie, esse não é um tema a temer, mas uma fonte de consolo. “O arrebatamento é aquele momento em que Cristo desce do céu e somos arrebatados para encontrá-lo”, diz. Nesse instante, “recebemos nossos novos corpos ressurretos” e nos reunimos com entes queridos que já partiram. Ele cita Paulo em 1 Tessalonicenses 4:13 como base para essa esperança firme.
Estudo profético: não para alimentar curiosidade, mas para firmar esperança
Apesar das divergências sobre o momento exato dos últimos eventos, antes, durante ou depois da tribulação, Laurie insiste na importância de estudar a escatologia. “Não devemos ser ignorantes”, diz ele ao lembrar que Jesus mesmo advertiu: “Quando virdes… compreendei”. O conhecimento profético, segundo ele, traz esperança ativa e enraíza a fé diante do que está por vir.
Preparação diária: viver com olhos nos céus
A convicção de que Jesus pode retornar a qualquer instante não é escapismo, mas chama à santidade prática. Laurie compara nossa tendência a olhar para baixo, nas telas dos celulares, com a necessidade de “olhar para cima”. “Precisamos manter nossa cabeça um pouco mais nas nuvens”, reforça. Ele cita passagens como “acordai-vos” e “estai preparados”, urgindo cristãos a viver de modo digno e vigilante.
Humildade histórica e teoria do arrebatamento
Embora muitos acreditem que o arrebatamento seja conceito moderno ou invenção do século XIX, estudiosos apontam que suas raízes remontam às primeiras gerações cristãs. No entanto, o foco não está nas origens teológicas, mas na relevância dessa promessa hoje. “O essencial é que Jesus voltará para buscar a Sua Igreja”, independentemente das divergências lembra Greg.
O arrebatamento, mais do que um evento profético ou teológico, pode ser uma lente poderosa para viver com esperança, cuidado e autoridade. Ele oferece conforto real: reuni-lo-á àqueles que partiram, sustentará espiritualmente quem permanece e impelirá ações piedosas hoje.


