20.3 C
Vitória
sexta-feira, 3 julho, 2020

O apólogo do Jotão e a minha indecisão

Mais lidas

Vacinas poderão controlar a covid-19, diz diretor do Butantan

Medicamentos não vão acabar com novo coronavírus, alerta pequisador. Confira! 

Guia do comércio eletrônico apresenta medidas para autorregulação do setor

Governo quer mais adesões ao guia de comércio eletrônico. Saiba mais! 

Informais foram os mais afetados pela pandemia, revela Ipea

Por conta dos impactos causados pelo novo coronavírus, em maio, o grupo de informais recebeu em média 60% do que era esperado

Hoje é o último dia para pedir o auxílio emergencial

Prazo para novos cadastros termina nesta quinta às 23h59. Saiba mais! 

Desde que evangélico deixou de ser “protestante”, política passou a ser coisa do diabo.

As últimas cinco gerações caminharam entre a total alienação e a indecisão sobre em quem votar. Seria a política uma questão espiritual? Muitos imaginam que participar da política é uma conduta que entristece a Deus, uma vez que é algo nojento, do qual um crente não deve participar. Acontece que política e religião estão intimamente ligados em toda a Bíblia. Quando Israel pediu um rei, para que Deus não reinasse mais (1Sm 8:7), o povo queria mudança e resolveu votar na oposição, mesmo tendo Deus, como “rei”, oferecido ao povo “bolsa-segurança” contra os filisteus, “minha terra minha vida”, “vale-maná”, etc. E mesmo tendo um cabo eleitoral como o profeta Samuel, não deu outra: “perdeu a eleição” para Saul. Deus poderia se perguntar: onde errei? Ele não errou, mas não contava com a omissão do povo, por isso Ele poderia ter ouvido a parábola de Jotão. (Jz 9:8-15). A história é a seguinte. As árvores resolveram ungir um rei e pediram à oliveira, à figueira e à videira: “Reina sobre nós”. Mas todas disseram não. Então todas as árvores disseram ao espinheiro: “Reina sobre nós?” O espinheiro respondeu: “Só se for agora”. Moral da história imoral: quando aqueles que têm condição de governar se omitem, os “espinheiros” fazem a festa. A Palavra de Deus nos ensina que “aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.” Tg4:17. Para Calvino, a Igreja e o Estado são duas instituições procedentes de Deus (Rm 13:1-2). Martin L. King disse que se preocupava muito mais com o silêncio dos bons do que com o grito dos maus.
Os evangélicos precisam perceber que é a nossa omissão que permite que espinheiros governem. Enquanto estivermos preocupados só com o óleo santo, com a doçura da palavra ou com vinho da alegria, mas omissos quanto à sociedade que nos cerca, estaremos incentivando os espinheiros na política. É hora de ouvirJotão e acabar com a indecisão.

NEM DEUS CONSEGUE!
Recentemente li um artigo sobre uma pesquisa que mostrava que o aumento de membros nas igrejas evangélicas tradicionais (diferente de algumas neopentecostais) tem sido (em média) inferior ao crescimento da população. Tenho absoluta certeza de que é desejo de qualquer cristão que sua igreja cresça. Mas muitas vezes a vontade e a realidade estão distantes. Por que o resultado do crescimento tem sido tão pequeno ou bem abaixo do esperado? Se você perguntar a um sujeito que está cortando uma árvore usando a parte de trás do machado por que está difícil, é possível que lhe diga que a árvore é dura, que o vento atrapalha, etc. Todas essas coisas podem ser verdade, mas nenhuma delas é a verdadeira dificuldade. Todos sabem que quem dá o crescimento é Deus (1Co 3:6), mas como crerão se não há quem pregue? (Rm10:14c). Deus sempre capacitou pessoas para realizar a obra. Logo, o crescimento do Reino passa pela proclamação do Evangelho. Nada mais simples, mas para cumprir, isso necessitamos de algo que não queremos dar: compromisso e envolvimento. Compromisso implica senso de responsabilidade, ou seja, não importa as circunstâncias ou se os outros não fazem. Sei o que tenho que fazer e faço a minha parte. Envolvimento é estar dentro, é fazer parte, é estar ligado. Não tem jeito: se não houver compromisso e envolvimento, nem Deus consegue fazer uma igreja crescer.

SE LIGA, BROTHER!
Confesso que tenho ficado um pouco assustado com o nível dos relacionamentos dos jovens dentro de nossas igrejas, trocando a vida cristã por algo que na linguagem de Tiago (4:1) significa “militar nos prazeres da carne”. Esse fato tem causado no meio da Igreja dois fatores cruéis: 1) Distância de Deus e 2) Infidelidade, ou na linguagem de Tiago, adúlteros. Mas por que tem acontecido isso? Tiago responde: é que nossos jovens estão priorizando a amizade com o mundo, logo tornando-se inimigo de Deus (Tg 4:4). O crentão que nunca vai à EDB, pois não consegue acordar no domingo cedo, diz: “O que importa não é o que você acha, mas é Deus saber que eu gosto mesmo das ‘paradas’ da igreja e quando dá, eu até vou lá, porque o ‘tiozão pastor’ é meu brother!”Encurtando o papo: Deus oferece paz e alegria verdadeiras no presente e vida eterna no futuro. A amizade com o mundo lhe oferece desilusão no presente e o inferno (a ira de Deus) no futuro. O mundo não merece a sua amizade. Se liga, brother!

- Continua após a publicidade -

Comunhão Digital

- Continua após a publicidade -

Fique Por Dentro

Artistas cristãos na ação social “Eu Soul VC”

Entre os artistas cristãos confirmados estão Casa Worship, Renascer Praise, André e Felipe, Rebeca Carvalho e Leandro Borges

The send Argentina é adiado para 2021

Em comunicado, os organizadores do The Send disseram que a data exata será definida assim que o governo tiver o poder de reativar eventos maciços

Em agosto, 16º Fórum de Ciências Bíblicas

Com o tema “A Bíblia para as novas gerações”, evento será realizado nos dias 13 e 14 de agosto, no Centro de Eventos de...

Expoevangélica 2020 é adiada para dezembro

Neste ano, a Expoevangélica celebra 15 anos e pretende realizar uma grande festa em Fortaleza (CE).

Plugue-se

Kemuel e o fenômeno da música “Algo Novo”

Com quase cinco milhões de vies no Youtube, "Algo Novo", tem impactado a vida de muita gente e diversos testemunhos de cura 

“Quando o sol se põe” estreia dia 22, na Netflix

Filme é uma boa opção para todas as pessoas, independente da religião. Entre os atores de “Quando o Sol se Põe” estão a cantora Priscilla Alcantara, Lu Alone, Filipe Lancaster e Lito Atalaia

Denzel Washington e seu encontro sobrenatural com o Espírito Santo

O ator é bem conhecido por interpretar o papel de Malcolm X - um filme biográfico relacionado às atuais tensões raciais nos Estados Unidos e o Livro de Eli

Petição pede cancelamento de filme que descreve Jesus como lésbica

A petição, que já conta com mais de 137 mil assinaturas, é da Comissão Cristã de Cinema e Televisão internacional