Campos Neto será o novo presidente do Banco Central

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Executivo do banco Santander vai trabalhar no governo de Bolsonaro. Ele também é neto do ex-ministro e economista Roberto Campos, ex-ministro do Planejamento e representante do pensamento liberal.

São Paulo e Brasília – O economista Roberto Campos Neto, do Santander, será o presidente do Banco Central no governo de Jair Bolsonaro (PSL). O atual secretário do tesouro, Mansueto de Almeida, vai continuar no cargo.

As informações foram confirmadas nesta quinta (15) pela assessoria de imprensa do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

Em janeiro, nome de Campos Neto será levado ao Senado, que terá a incumbência de aprová-lo ou não. Até lá, a diretoria da instituição permanece como está.

Até o início desta semana havia a previsão de que o atual presidente do BC, Ilan Goldfajn, seguiria na função, mas ele teria dito a Guedes que não teria interesse em ficar na função por razões familiares. Tanto Guedes como Goldfajn defendem a autonomia do Banco Central e essa será uma das metas de Bolsonaro junto ao Congresso Nacional.

A expectativa é que Campos Neto também siga essa cartilha.

Quem são?

Campos Neto é reconhecido como um profissional com perfil técnico. É o atual responsável pela Tesouraria do Santander. É especialista em finanças pela Universidade da Califórnia. Está no banco espanhol há quase 18 anos. O economista é neto de Roberto Campos, um economista liberal que foi ministro do Planejamento durante o regime militar brasileiro, na gestão Castelo Branco.

Já Mansueto Almeida está no Tesouro Nacional desde o início de 2018. Já ocupou funções públicas no Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA) e no próprio Ministério da Fazenda. Doutor em políticas públicas é uma das principais referências entre os economistas liberais brasileiros.

*Com informações de El País


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