Novo lar para nativos venezuelanos no Pará

Grupo de venezuelanos que foi batizado. Foto: Marcos Ítalo

Cerca de 300 pessoas buscam emprego, alimentos e segurança, e encontram voluntários dispostos a ajudar. Ao todo, 61 pessoas já se batizaram através de um trabalho feito por jovens da Igreja Adventista

Desde janeiro, um grupo de estrangeiros chama atenção nas ruas de Santarém, no Pará. São homens e mulheres da comunidade indígena venezuelana da etnia Warao, que foram para a cidade em busca de uma vida melhor.

Eles, que falam a língua do mesmo nome da etnia, estão longe de casa, a uma distância superior a 1.700 quilômetros. São os povos mais antigos do Delta do Orinoco, conhecidos também como “pessoas da canoa”.

Ainda que vem simples, na cidade brasileira, eles ganharam um novo lar. Ficam em abrigo improvisado a cerca de 5 km do centro de Santarém. Dormem em barracas, lavam as roupas e as penduram na cerca de arame farpado. Tudo que têm são sacolas com alimentos, calçados, medicamentos, roupas, brinquedos, entre outros itens que foram doados pela população, pessoas ligadas a igrejas e escolas.

Desde o início do mês de abril, um grupo de membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia está no local realizando trabalhos voluntários e assistenciais, além de pregar o evangelho. Como resultado desse trabalho, 61 pessoas já foram batizadas.

Durante o dia, os venezuelanos recebem visitas e doações de roupas e alimentos. À noite, são convidados a participar de uma programação que envolve música, palestras sobre saúde, família e estudo da Bíblia com a ajuda de intérprete.

Foto: Marcos Ítalo

“A gente vê que Deus começa a fazer um trabalho especial no coração deles. Eles estão longe da sua terra, mas sentem o poder de Deus aqui.

Dentro dessa comunidade temos uma Igreja Adventista e vamos começar um trabalho que não é fácil.

Tem a questão da cultura deles, a língua, mas esse é o desafio, e nós vamos avançar”, ressalta o pastor Cassimiro Moraes, diretor de jovens para toda a região oeste do Pará.

Herica Moreira, que faz parte do projeto “Um Ano em Missão”, é uma das voluntárias. E sente prazer em ajudar. “Eles são excluídos da sociedade, e a gente podendo fazer a nossa parte e mostrar a Palavra de Deus a eles, ficam felizes e é gratificante”, destacou.


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