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segunda-feira, 17 maio 2021

2ª onda covid-19 na Europa; Novas restrições para igrejas

Número de mortes na Europa volta a aumentar com a 2ª onda de covid-19. Países adotam novas restrições de circulação de pessoas. Em alguns lugares, cultos presenciais estão limitados

A 2ª onda de covid-19 está atingindo a Europa e os governos implementaram novas restrições que, em muitos casos, afetarão as igrejas. No Reino Unido, líderes cristãos reagiram as restrições para a igreja através de uma carta aberta ao Primeiro ministro, Boris Johnson.

“O culto público da igreja cristã é particularmente essencial para o bem-estar de nossa nação”. Eles pediram para “encontrar maneiras de proteger aqueles que realmente são vulneráveis ​​à Covid-19 sem restrições desnecessárias e autoritárias”.

Uma segunda carta aberta foi enviada ao governo esta semana, com assinatura de mais de mil líderes. “As igrejas fazem de tudo para garantir que a adoração não seja suspensa novamente. Frequentar a igreja agora apresenta um risco muito baixo de transmissão do vírus, muito menor do que muitas das atividades que permanecerão abertas durante este próximo bloqueio”, disse a carta.

“É uma questão de grande aflição para nós e para o povo cristão que o governo da nação que amamos nos proíba de nos reunirmos para adorar a Deus que reivindica nossa mais alta lealdade; especialmente quando isso foi feito sem razões claras de por que é necessário”, relatam os pastores na carta.

Na Itália e em Portugal, novas recomendações do governo não estão mudando a situação das igrejas.

“Mês de oração”

Os bispos anglicanos também lamentaram que o governo não os consultou sobre o anunciado, mas pediu para transformar a falta de reuniões na igreja em um “mês de oração” e uma oportunidade de retornar às “disciplinas espirituais fundamentais que moldam nossa vida cristã”.

Além disso, setenta líderes da igreja assinaram uma carta de “pré-ação” dizendo que buscarão ação legal para derrubar a proibição de reuniões da igreja.

No País de Gales, alguns líderes evangélicos disseram que o chamado “bloqueio corta-fogo” ordenado pelas autoridades regionais (que proíbe reuniões na igreja por três domingos consecutivos, entre outras restrições) foi uma “interferência extrema” na liberdade de pensamento, consciência e religião.

França

Na França, apenas 20 pessoas poderão se reunir em locais de culto. O Conselho Nacional dos Cristãos Evangélicos (CNEF), informou que os cultos poderão ser transmitidos na internet. Os edifícios da igreja podem permanecer abertos, mas apenas para casamentos e funerais, e mesmo assim terão limites de pessoas.

“O CNEF está ciente das dificuldades que surgem nestes meses de crise de saúde na vida das igrejas e obras. Juntos, acreditamos que nosso Deus nos apoiará moral e espiritualmente nas próximas semanas”. Cremos que a mensagem da salvação em Cristo é ainda mais pertinente: deixe-a brilhar através das nossas ações e palavras”, disse o corpo evangélico.

Suíça

Na Suíça, as reuniões em locais de culto estão agora limitadas a um máximo de 50 pessoas, mas os cantões regionais usaram sua capacidade para reduzir ainda mais esse número. A capital Berna e sua região só permitirão encontros religiosos de 15 pessoas, e Valais reduz esse número para 10 participantes.

A Aliança Evangélica Suíça encorajou as igrejas a responder às inseguranças com uma “abordagem esperançosa”. As restrições são dolorosas e afetam os cidadãos, mas o corpo evangélico não as vê como “uma inadmissível redução da liberdade religiosa”.

Alemanha, Áustria e Espanha

Na Alemanha, as novas restrições de ‘lockdown light’ anunciadas pela chanceler Angela Merkel em 29 de outubro não vão mudar a situação das igrejas. Os locais de culto permanecerão abertos e os grupos religiosos decidirão por si próprios se tomarão outras medidas para reduzir o risco de contágio.

Também na Áustria, a situação não muda muito para os locais de culto. A necessidade de respeitar o distanciamento social de 1,5 metro no interior dos edifícios se soma às medidas gerais de lavagem das mãos e uso de máscaras faciais.

A Espanha estava entre os países europeus com as maiores restrições à mobilidade no primeiro bloqueio. Mas como um segundo estado de alarme foi anunciado em outubro, agora são as Comunidades Autônomas que têm o poder de implementar restrições. As igrejas podem permanecer abertas com um máximo de 50% ou 33% de sua capacidade. Apenas em algumas regiões específicas, como Aragão, o canto foi proibido.

*Com informações de Evangelical Focus

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