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segunda-feira, 17 maio 2021

Criatividade na hora de adorar

Igrejas no mundo todo estão buscando alternativas para não deixar seus membros desassistidos e não perder o costume de reunir

A pandemia fez a liderança evangélica no mundo mudar suas maneiras de realizar cultos. E para não perderem seus membros e o costume de reunir, muitas estão usando a criatividade. Em São José dos Campos (SP), a Assembleia de Deus da cidade resolveu substituir as cadeiras do templo por carros. O chamado modelo drive-in tem sido usado em todas as regiões do Brasil.

O culto drive-in do último domingo (16) recebeu cerca de 100 pessoas dentro de seus carros. As buzinas e pisca-alertas têm sido uma forma de manifestação e de participar dos cultos. Ao invés de receber sua  capacidade normal de 700 cadeiras, tem comportado 300. Mas esse número vai aumentar.

Para o líder, o Pastor André Câmara, esse tipo de culto é um refúgio para os membros que são do grupo de risco como os idosos.

“Na Igreja eles são os mais assíduos aos cultos. E estão há seis meses dentro de casa, sentem falta desse ambiente. Além de refúgio espiritual, a igreja acaba sendo um lado social. Lá eles reveem amigos e socializam. A igreja para eles vai além de um ambiente de exercer fé. É importante que estejam dentro da igreja porque é lá que se sentem mais a vontade”, disse o pastor André.

Reuniões domiciliares

Nos EUA, uma Igreja de grande porte adotou o esquema de reuniões domiciliares para driblar a pandemia. A igrerja Summit Church, em Wake Forest, na Carolina do Norte, adotou a estratégia de criar pequenos grupos, com voluntários do ministério infantil, auxiliando no cuidado das crianças, para que os 12 mil membros possam se reunir nas casas.

O casal Mike e Rachel Rapacz ilustra bem o contexto dos membros da igreja, já que eles frequentavam os cultos aos domingos e, nas segundas-feiras, recebiam um pequeno grupo
em sua casa. “Tudo mudou durante a pandemia”, disse Mike ao portal Baptist Press.

Como o governo do estado definiu que as reuniões, mesmo domiciliares, devem ser limitadas a dez pessoas em ambientes fechados, e 25 em ambientes abertos, a liderança da Summit Church estabeleceu o limite de oito casais por pequeno grupo.

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Foto: Jhonny Serra

Confraternização e aproximação

Na casa de Mike, o grupo se reúne aos domingos e assiste a transmissão do culto online, aprofundando-se no estudo da Bíblia em seguida, com um momento de oração e almoço, que é realizado no quintal da residência. Simultaneamente, os 19 filhos dos oito casais do pequeno grupo liderado por Mike Rapacz são discipulados em quatro casas na mesma rua.

“Não estar reunidos para adorar nos fins de semana não significa que ainda não podemos nos reunir. Vamos equipá-los para se reunirem em igrejas domésticas — pequenos grupos de pessoas que se reúnem nas casas, de acordo com o que as autoridades consideram seguro, em termos de regulamentos e tamanho do grupo”, declarou o pastor J.D. Greear.

Um dos maiores desafios durante a pandemia é manter a proximidade com as pessoas, que já estão demonstrando fadiga das transmissões online. “Sentimos muita falta de estar um com o outro, mas a maioria entende que este é um tempo único. Acredito que a missão de fazer discípulos irá continuar de novas maneiras e a igreja virá mais forte por causa desta temporada”, avalia o pastor Peter Park.

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