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segunda-feira, 21 junho 2021

Nova Zelândia doa US$ 200 mil ao Timor-Leste para combater fome

Programa Mundial de Alimentos agradeceu contribuição que será destinada a famílias afetadas pelas piores enchentes do país nas últimas quatro décadas

Por Marlon Max

Mais de 25 mil lares foram atingidos pelas cheias no Timor-Leste após as fortes chuvas de 4 de abril causadas pelo ciclone Seroja. Todos os 13 municípios timorenses sofreram com as enchentes, que danificaram pontes e estradas e grandes áreas de campos agrícolas.

A maior parte dos afetados no país de 1,3 milhão de habitantes vive em Díli, capital do Timor-Leste. Para combater uma crescente insegurança alimentar agravada pelas cheias, o governo da Nova Zelândia destinou US$ 200 mil ao Programa Mundial de Alimentos, PMA.

O Timor é um pequeno país próximo do arquipélagos da Indonésia. No passado foi invadido e subjugado pelo governo Indonésio e depois colonizado por Portuguese. Esses eventos deixou uma herança portuguesa no país, e apesar da linga oficial ser o Tetum, muitos Timorenses falam português com fluência. A igreja local, e as instituições missionárias atuam há mais de 20 anos em cooperação com o governo para manter a paz entre grupos étnicos rivais e com os países vizinhos.

O objetivo é socorrer mulheres e crianças e apoiar as famílias que passavam a viver em abrigos, disse o embaixador da Nova Zelândia no Timor-Leste, Philip Hewitt. O ciclone que atravessou a nação de língua portuguesa, no sudeste da Ásia, agravou a situação da Covid-19. O preço dos alimentos disparou.

Hoje, os timorenses estão pagando 10% a mais pelo quilo de arroz e uma média de 20% a mais do que desembolsavam no ano passado para fazer as compras.

Segundo o PMA, milhares de acres de campos agrícolas estão submersos pelas cheias e uma colheita ruim de milho e outros cereais só irá piorar a situação. O Timor-Leste continua precisando do apoio da comunidade internacional para evitar a fome e o sofrimento.

A nação asiática tem um dos índices mais altos de subnutrição da Ásia-Pacífico com casos de falta de crescimento afetando a metade dos meninos e das meninas timorenses.

Um outro problema grave é a anemia, altamente prevalente, entre mulheres em idade reprodutiva. Com o dinheiro, o PMA deve licitar a compra de biscoitos energéticos, ricos em vitaminas e minerais, para grávidas e mulheres que amamentam.

A quantia também deverá ajudar o Ministério da Saúde a estocar suprimentos de emergência para levar de Díli a outros municípios timorenses. Em 28 de abril, o presidente do país renovou o estado de emergência por causa da pandemia por mais 30 dias.
Com informações das Nações Unidas

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