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terça-feira, 9 DE dezembro DE 2025

Convenção Batista do RJ: ‘não apoia, corrente político-partidária’

Foto: Reprodução.

Convenção Batista Carioca emite nota de esclarecimento após o presidente participar de evento partidário na última sexta-feira (09) no Rio de Janeiro

Por Victor Rodrigues

Em agenda pelo Rio de Janeiro, o ex-presidente Lula esteve na manhã da última sexta-feira (09) em encontro com os evangélicos no município de São Gonçalo (RJ). O local escolhido para o ato foi o ginásio do antigo Clube Tamoio.

Lideranças evangélicas subiram ao palco para falar da realidade do país. Logo, o pastor Sérgio Dusilek, presidente da Convenção Batista Carioca (CBC) manifestou seu posicionamento pessoal durante o evento partidário.

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Antes de tudo, ele parafraseou o texto bíblico de Miquéias 6:10. “Ainda se encontram nos cofres dos ímpios, as escrituras da impiedade, e em suas mídias, as Fake News que detesto diz o Senhor Deus”, inicia o pastor, o seu discurso. 

A seguir, ele disse que a igreja evangélica precisa pedir perdão ao Lula. “Presidente Lula a igreja evangélica tem que pedir perdão ao senhor. A igreja tem que pedir perdão ao presidente Lula. O senhor não foi só alvo da injustiça do judiciário brasileiro, o senhor tem sido alvo da injustiça do clero brasileiro”, declarou o presidente da CBC. 

Convenção Batista do RJ: ‘não apoia, corrente político-partidária’
Pastor Sérgio Dusilek durante evento. Foto: Reprodução.

O vídeo do evento foi divulgado em grupos de Whatsapp e redes sociais, e gerou repercussão entre lideranças cristãs evangélicas, membros de igrejas Batistas do Brasil e outras denominações protestantes.  

Repercussão 

Em vídeo, que já apresenta 26 mil visualizações no YouTube, publicado no último sábado (10) o pastor Batista carioca, Cláudio Barrozo, manifestou seu posicionamento a respeito da fala de Sérgio Dusilek.  

“Ele (…) não tinha o direito de fazê-lo sob o título de presidente da CBC, como foi apresentado, ele deveria ter na primeira fala, declinado desta posição e informado que o discurso que faria não representava os Batistas mas o fazia no seu próprio nome”, disse Barrozo. 

“Para representar os Batistas seja em âmbito municipal, estadual ou brasileiro o presidente deve estar obediente a decisão tomada pela convenção em assembleia, o que não aconteceu”, concluiu o pastor. 

A Convenção Batista do Estado de São Paulo (CBESP) também emitiu nota de repúdio com o ocorrido, pois o “pronunciamento não representa a opinião dos Batistas Brasileiros”. 

Nota de Esclarecimento – CBC 

Em nota divulgada no último domingo (11), a diretoria da Convenção Batista Carioca (CBC) reafirmou sua defesa entre a separação de igreja e estado. 

“A Convenção Batista Carioca ‘não apoia, nem indica, nem toma partido de qualquer candidato a cargo público, ou ainda, não referenda qualquer corrente político-partidária.'”

“Lamentamos que essas falas tenham causado dúvidas sobre a representatividade da CBC e sobre o compromisso que temos com os princípios batistas.”, diz nota. 

“Reforçamos o princípio batista da liberdade de consciência e de religião de cada indivíduo”, continua.

Em conclusão a nota afirmou respeito com o Estado Democrático de Direito, e com aqueles que “contribuem para uma sociedade melhor”,  “com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (João 13:35).

Convenção Batista Brasileira 

Nessa segunda-feira (12), a diretoria da Convenção Batista Brasileira (CBB), também se manifestou por meio de nota.  

“Declaramos a nossa total estranheza e desaprovação a manifestação do pastor Sergio Ricardo Gonçalves Dusilek, presidente da Convenção Batista Carioca, nesta sexta-feira (9/9), em evento político partidário na cidade de São Gonçalo (RJ)”, inicia o comunicado. 

“Reafirmamos que, como instituição, não declaramos apoio a nenhum candidato a cargo público ou partido político”, continua. 

A convenção também deixou um alerta. “Alertamos, mais uma vez, que a nossa instituição representa 33 Convenções Estaduais, da qual fazem parte 14 mil templos religiosos, e manifestamos a nossa contrariedade e indignação com relação a qualquer pessoa que venha a se posicionar politicamente em nome da CBB”, finaliza esclarecendo o posicionamento em defesa da democracia no país. 

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